Lucianópolis - A Polícia Civil investiga a autoria de um incêndio em uma pousada em construção ocorrido na madrugada do ultimo domingo em Lucianópolis (56 quilômetros de Bauru). Um homem foi flagrado em meio à fumaça e, em princípio, é o principal suspeito de ter provocado o incêndio.
Rosilei Perissato dos Reis, proprietária do imóvel de dois andares, localizado na rua Santa Luzia, Centro, acusa a polícia de não ter dado o flagrante em A.J.S., 27 anos, encontrado pela Polícia Militar (PM) dentro do local em meio à fumaça na madruga do último domingo. “Ele mora aqui (na cidade) e gosta de fazer arte. Colocou fogo na cozinha do hotel, queimou várias peças de banheiro”, diz a proprietária.
Segundo o delegado titular de polícia de Lucianópolis, Frederico José Simão, o suspeito teria sido encontrado sufocado dentro da cozinha da pousada e precisou ser encaminhado para atendimento médico.
Simão lembra que o suspeito sofre de problemas mentais e é alcoólatra e não descarta a possibilidade de outra pessoa ter provocado o incêndio.
“Estamos apurando se foi realmente ele quem colocou fogo ou se foi outra pessoa. Segundo consta, ele teria colocado fogo em alguns pneus, não se sabe se é para esquentar ou iluminar o ambiente, e acabou pegando fogo”, explica o delegado.
De acordo com o delegado, um inquérito policial será aberto para apurar o caso. “Estamos apurando tudo isso e ouvindo as testemunhas. Ele não se lembra do que aconteceu”, diz.
A proprietária do imóvel acredita que, antes invadir o seu prédio, o suspeito teria tentado entrar em sua padaria, localizada ao lado do imóvel. “Ele quebrou as telas mosquiteiras da padaria, que fica ao lado e que é minha também. Ele tentou invadir a padaria, mas não conseguiu. Foi pelas portas do fundo do hotel e entrou”, relata.
O imóvel sofreu pequenos danos, principalmente na pintura interna e externa. “Ele está solto. O cara foi pego lá dentro, poderia ter morrido dentro de meu estabelecimento e nada foi feito”, critica a proprietária da pousada.
Para o delegado, as investigações dependem agora da perícia técnica. “Estamos apurando o que nós vamos fazer dentro do inquérito. Chamamos a polícia técnica para determinar o motivo do fogo e como foi feito”, conclui Simão.