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Justiça decreta prisão de 44 PMs no Rio de Janeiro, diz Promotoria

Folhapress
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Rio - O Ministério Público do Rio informou na tarde de ontem que a Justiça de Duque de Caxias (Baixada Fluminense) determinou a prisão de 44 policiais militares suspeitos de corrupção. Na terça-feira foram libertados 43 policiais militares, entre sargentos, cabos e soldados.

A decisão atende ao pedido feito Ministério Público do Rio, que apresentou na tarde de ontem à Justiça de Duque de Caxias (Baixada Fluminense) uma nova denúncia e um novo pedido de prisão preventiva contra os 43 PMs suspeitos de corrupção que foram libertados. Este 44.º PM, segundo a Promotoria, era investigado e, agora, surgiram provas contra ele. Em nota enviada à imprensa, a Promotoria informa que o juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho, da 1.ª Vara Criminal de Duque de Caxias, decretou a prisão e a Corregedoria da Polícia Militar já foi informada a respeito.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ) não confirmou a informação e o juiz não foi localizado. A Promotoria negou pedido de entrevista.

No total, 73 PMs que atuam em Duque de Caxias foram presos em setembro último. O contingente era, à época, 10% do efetivo do 15.º Batalhão. Na terça-feira, quando os PMs deixaram o Batalhão Policial Prisional, alguns deles soltaram fogos de artifício.

Segundo o Ministério Público, os PMs praticavam extorsão em favelas de Duque de Caxias. Eles receberiam de R$ 2 mil a R$ 3.900,00 por semana para não prender traficantes e informar sobre operações policiais na região. Inicialmente, os PMs foram denunciados por associação para o tráfico de drogas, formação de quadrilha e corrupção.

O alvará de soltura cumprido anteontem foi dado pelo juiz titular 1.ª Vara Criminal de Duque de Caxias Paulo Cesar Vieira de Carvalho. Para ele, a denúncia não individualizava a conduta supostamente adotada por cada PM. Para o Ministério Público, o problema foi corrigido na nova denúncia, entregue ontem. Os PMs soltos já voltaram ao trabalho. De acordo com a corporação, eles ocuparão cargos administrativos até o julgamento final do processo, ainda sem data.

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