A Secretaria de Estado da Saúde realizou ontem mais um megamutirão de mamografias em São Paulo. O exame, o primeiro na lista de rastreamento do câncer de mama, é indicado para mulheres acima de 35 anos. Ele é a principal arma na preservação da mama, já que se o tumor for diagnosticado precocemente evita que o órgão glandular seja estirpado.
Em Bauru, 19 unidades de atendimento foram escolhidas para atender a população. Todos os atendimentos foram agendados nas unidades de Saúde. Algumas pessoas estavam na lista de espera há meses.
A dona de casa Tereza Maria de Jesus Ribeiro, por exemplo, aguardava o exame há três meses. “Eu agendei na unidade de saúde do Jardim Godoy”, conta.
O megamutirão tem a finalidade de colocar “em ordem” os pedidos desse tipo de exame, já que o aparelho não pode ser sobrecarregado, explica a técnica em radiologia do Hospital Maternidade Santa Isabel, Raquel da Silva. “Diariamente, atendemos 40 pessoas. O mutirão permite um dia a mais de atendimento.”
A médica radiologista do Hospital Estadual Flávia Moerbeck de Melo explica que as mulheres com idade acima de 35 anos têm que fazer o exame. “Após os 40, todas as mulheres devem se submeter ao exame a cada dois anos. Acima dos 50 anos, deve ser um exame por ano”, orienta.
Ela alerta que a mamografia é o primeiro exame de rastreamento. “É possível observar se existe alguma microcalcificação suspeita e partir para a seqüência de exames.” O diagnóstico precoce protege a mama, ressalta a médica. “Antes dele ser palpável, normalmente o tratamento é curativo. Em outros casos, retira-se um quadrante e não a mama toda.”