Entrelinhas

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Da Redação
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• Futebol nas veias

A paixão que Faria Neto (PDT) nutre pelo esporte bretão nunca foi novidade para ninguém. Ele, que atua na crônica esportiva desde os anos 70, esteve presente ao Padilhão, ontem de manhã, para comentar o primeiro jogo da final da Liga Bauruense de Futebol Amador pela 710 AM. A partida, disputada entre Ipiranga e Juventude Petrópolis, acabou empatada em 1 a 1. Faria soltou o verbo. Agora ele aguarda ansioso o jogo decisivo de quarta-feira, entre Corinthians e Vasco.

• Polícia no campo

Mesmo quando estão de folga, longe das tribunas e palanques, políticos não conseguem ficar afastados das polêmicas. Indignado com a ausência de efetivo policial no estádio, Faria telefonou para o número 190 e exigiu que uma viatura fosse enviada ao local. “Isso é discriminação para com o verdadeiro futebol amador da cidade. Na final da Liga Regional (disputada na semana retrasada e vencida pelo Parquinho), a PM esteve presente durante todo o jogo”, reclamou.

• Quem não chora...

20 minutos depois da reclamação, uma viatura da PM já podia ser vista no Padilhão. Ainda assim, Faria Neto promete voltar ao tema em seu discurso de hoje na tribuna da câmara. O “baixinho”, como é chamado, também estará às voltas nesta semana com o pedido no TRE das vagas dos vereadores José Clemente Rezende (licenciado) e Futaro Sato (PMDB).

• Nos bons tempos

Ontem, pelo visto, Faria e seus colegas de transmissão pareciam estar inspirados. Sobrou até para Catarina Carvalho, fichada numa operação da PM que desmontou um bingo clandestino instalado um motel desativado. Numa alusão ao episódio, o locutor Toni de Paula brincou: “Nos meus bons tempos, eu costumava buscar algo melhor para fazer no motel do que jogar bingo.” Faria Neto não deixou por menos. “É sempre possível você unir o útil ao agradável”, lembrou.

• Em 240 parcelas

O prefeito Tuga Angerami encaminhou à Câmara Municipal de Bauru e publicou no Diário Oficial de anteontem o projeto de lei que pede à Câmara autorização para parcelar um precatório (dívida judicial) referente ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), no valor de R$ 7,2 milhões. O parcelamento solicitado é por 240 meses.

• Incluiu somente um

O prefeito deve estar com a determinação judicial para pagar o precatório integralmente em 2008 ou não teria sentido pedir o parcelamento somente deste precatório, já que existe pelo menos mais uma cobrança judicial feita pelo DAE contra a prefeitura, sem contar os honorários.

• Depuração da dívida

Enquanto manda o projeto de lei para parcelar por contas de água não pagas pelos prefeitos anteriores, Tuga ainda não tem (ou não divulgou) informações sobre como ficam os demais débitos com o DAE. O levantamento está sendo feito por uma comissão interna nomeada pelo prefeito. O DAE fez um levantamento, mas ainda é parcial.

• “E agora, José?”

“A festa acabou/ a luz apagou/ o povo sumiu/ a noite esfriou/ e agora, José?”

O poema de Carlos Drumond de Andrade foi lembrado ontem numa roda de amigos que conversavam sobre a puxada de tapete que o presidente do DAE, José Clemente Rezende, pode sofrer no DEM em relação à sua pré-candidatura a prefeito.

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