Tribuna do Leitor

Profeta, o poder e o aborto


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A bíblia narra no livro de Gênesis a história do profeta Balaão, que foi procurado por emissários do rei de Moabe para por um alto preço amaldiçoar o povo de Deus (Israel), contrariando assim os planos de Deus para o povo. Depois de alguma insistência Balaão aceitou ir com eles seduzido pelo poder e pelas riquezas que lhe foram oferecidas.

Os modernos balaões hoje não mais amaldiçoam diretamente o povo, mas na qualidade de sacerdotes são seduzidos pelo poder econômico, político e pela fama, iniciam com a montagem de redes de rádio e televisão, sob o argumento de que isto é necessário para a divulgação do evangelho e depois continuam a escalada em busca da montagem de bancadas no legislativo, visando o poder político, e justificam a necessidade dizendo ser necessário para obter e manter as concessões e desta forma completam o ciclo vicioso.

Ignoram que o Jesus que eles dizem seguir, e que sempre usou de singeleza, com autoridade e ensinando que “seu reino não era deste mundo” e nunca aderindo ao poder político representado por Roma, nem ao poder econômico (daí a Cezar) e ensinando que veio aos pobres e oprimidos para aliviá-los, sendo seu eficiente método de divulgação o discipulado boca a boca. Portanto, estes modernos profetas se dizem evangélicos sem seguir os ensinamentos dos evangelhos, se mancomunando com políticos e atendendo a interesses inconfessáveis.

Exploram a fragilidade espiritual e intelectual de pessoas simples, utilizando os recursos obtidos, para construir impérios e para que seus lideres possam usar aprazíveis mansões, colocando nelas até mesmo cópia dos jardins onde Jesus andou. Agora estes novos balaões promovem campanha incentivando a quebra de um dos pilares básicos da cristandade, aceito universalmente por todas as confissões e até por seitas não cristãs, o direito a vida a partir do feto, realizando campanha a favor do aborto.

Não consideraram que o feto já é uma forma de vida e portanto uma alma diante de Deus e que nenhum homem ou mulher tem o direito de dispor a seu juízo desta nova vida que já esta existindo, que nem o direito da mulher sobre o seu próprio corpo pode sobrepor.

Considerando que o nosso direito é limitado pelo direito dos outros e neste caso, o direito maior e indiscutível é o da vida da criança já existente no ventre. A ciência tem provado que desde o ventre já manifestamos emoções e até guardamos traumas na vida pós parto e não se pode por isto falar que a vida existe sómente após o parto, mas sim desde a concepção.

Proponho a todos aqueles que tem valores e consciência cristã o repudio veemente a emissoras de TV que são concessões do Estado, e que utilizam esta concessão para o incentivo ao crime (pois assim é visto o aborto na legislação), promovendo campanhas a favor do aborto, mesmo que disfarçada como uma defesa do justo direito feminino a determinar o que deseja para seu corpo.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778.792

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