Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Sem compromisso

Nenhum vereador esteve desde o início na reunião de deputados federais (da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal) realizada no último sábado, na OAB, para discutir a morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior. O vereador Primo Mangialardo apareceu na sede da entidade, mas não permaneceu na reunião. O tema tortura seguida de morte não “sensibilizou” a Comissão de Direitos Humanos do Legislativo neste recesso.

• Arildo e secretária

O vereador Arildo Lima Júnior (PP) criticou, durante a sessão extraordinária da Câmara da última sexta-feira, o fato da secretária municipal de Educação, Ana Maria Daibem, não ter se manifestado sobre o pedido feito pelos parlamentares para agendar uma reunião a fim de discutir as reivindicações dos servidores de apoio do setor. As merendeiras, por exemplo, brigam, entre outros pontos, por tíquete-alimentação. Parece que no secretariado também as festas de fim de ano são levadas ao pé da letra.

• Santinho de Natal

Sobre o fato de a vereadora comunista Majô Jandreice (PC do B) não ter citado o Natal em seu cartão de final de ano, uma língua venenosa afirmou: “Mas é um cartão que não deixa de ser um santinho, apesar de não falar em Natal”. O santinho a que se refere a leitora, que se manifestou via e-mail, é o santinho eleitoral. Outro fato intrigante é o número 65, que aparece inúmeras vezes no cartão. Trata-se do número oficial do PC do B.

• Pergunta ao Palácio

Alguns servidores estão indagando por que a administração municipal decidiu manter na área de serviço de controle e gestão do vale-compra exatamente o servidor que, no passado, respondeu por irregularidades nesta tarefa. A crítica está sendo feita em relação a Carlos Roberto Batista da Silva, cujo processo administrativo culminou, agora, com a pena de sua suspensão por 30 dias em razão das irregularidades levantadas.

• Extras em janeiro

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira, disse ontem que a Casa de Leis está à disposição do prefeito para eventual necessidade de sessão extraordinária para aprovação de projetos logo no início de 2008, na próxima semana. A Câmara acena que, se o prefeito precisar da apreciação de algum projeto, basta encaminhar o pedido. Agora, a aprovação da proposta é oura coisa, dependerá da posição soberana do plenário.

• Sem compromisso

O presidente municipal do DEM, Dudu Ranieri, rechaçou ontem qualquer compromisso ou vínculo político entre integrantes da legenda e o governo municipal. Trocando em miúdos: não tem nenhum sentido a legenda cobrar posicionamento de distanciamento ou aproximação junto ao governo local do presidente do DAE, José Clemente Rezende, porque a medida também teria de ser adotada em relação a Carlos Barbieri (presidente da Emdurb) e José Augusto Vinagre (secretário municipal de Cultura).

• Somente em 2008

Desta forma, na avaliação de Dudu, nem mesmo os resistentes à candidatura de Clemente à prefeitura, dentro do partido, podem insistir em cobrar algo do presidente do DAE, uma vez que do ponto de vista partidário o mesmo teria de ser feito em relação aos demais secretários. Aliás, se for considerado o número de integrantes do DEM no primeiro escalão do governo, o partido é mais governista em Bauru que qualquer outra legenda. Basta contar o número de filiados com cargos na primeira linha e os que não contam com filiação.

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