Política

Missa de 7º dia homenageia Miguel Batista

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Será realizada hoje, às 19h30, na Paróquia Santa Rita, a missa de sétimo dia pela morte de Miguel Batista, que faleceu na madrugada da última quinta-feira em Bauru após infarto fulminante.

Miguel Batista faleceu aos 78 anos, tendo deixado como seu legado intensa atividade política ligada às causas sociais e militância na esquerda brasileira, tendo sido perseguido, preso e torturado na ditadura militar em função de sua atuação marcante. Ele nasceu em Rio Tinto (PB), tendo vivido até os 17 anos na cidade. Envolvido com as causas do sindicalismo na área de tecelagem, ele foi para João Pessoa (PB) e de lá, já enfrentando perseguição política, mudou-se para o Recife (PE), onde militou no PCB.

Em dezembro de 1966, o então líder sindical Miguel Batista, Miguelzinho como era conhecido por sua baixa estatura, ficou exilado em Moscou, antiga União Soviética, e retornou ao Brasil um ano depois para viver na clandestinidade e ajudar a preparar o congresso do Partidão (PCB) em São Paulo.

Usando o condinome Antônio Cândido, Miguelzinho permaneceu na clandestinidade até 1974, quando foi preso por delação e sofreu tortura. Mas ele não desistiu e retomou suas atividades políticas em 1982, após obter liberdade junto ao Superior Tribunal Militar ainda em 1975. Em 1982, atuou nas campanhas do senador Marcos Freire (PMDB) ao governo de Pernambuco e de Miguel Arraes a deputado federal, de quem veio a ser assessor direto quando este tornou-se governador.

No Recife, Miguel Batista atuou na área sindical, mais tarde foi um dos vereadores eleitos com maior número de votos na época tendo, depois, se tornado presidente da Câmara Municipal daquela cidade. A capital de Pernambuco também reconheceu sua atividade política e história outorgando-lhe o título de cidadão em 2006.

Miguel Batista veio para São Paulo na semana passada acompanhar a formatura de uma neta e aproveitou para visitar o filho, Carlos Luiz Batista, em Bauru.

Após o retorno de jantar com familiares e acompanhado do filho, Miguelzinho foi surpreendido com um infarto fulminante. Levado ao Pronto-Socorro, ele não resistiu.

Comentários

Comentários