Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, na região de Bauru, há pequenas cidades com o PIB per capita de fazer inveja a municípios de maior porte. O PIB per capita é o resultado da divisão da riqueza gerada na cidade (Estado ou País) pelo número de habitantes. Os dados revelam situações inusitadas, como na comparação do PIB per capita de Lençóis Paulista ser menor do que o de Boracéia e Macatuba.
A pesquisa do IBGE foi feita de 2002 a 2005 e coloca Macatuba, na nossa região, como um dos maiores PIBs per capita, com 24.770,52. Em 2002, o PIB per capita da cidade era de apenas 16.778,16. Na comparação com Lençóis, a vantagem de Macatuba é o número de habitantes, algo próximo de 15 mil, enquanto Lençóis tem 60 mil e um PIB per capita de 18.889,02.
A cidade de Boracéia, com seus 4 mil habitantes, é outro destaque, com um PIB per capita de 24.335,87. Em 2002, o PIB per capita da cidade era de 19.667,38. A renda do município provém de grandes indústrias instaladas, especialmente no setor rural e couro sintético. Comparando com Lençóis Paulista, Boracéia leva vantagem, também, no número de habitantes.
Há uma expectativa de crescimento significativo para os anos de 2005 a 2007, explica o prefeito Dirceu Massucato. “A cidade começou a receber os impostos provenientes da chegada e ampliação de indústrias e da hidrelétrica “Álvaro de Souza Lima”. As cidades de Igaraçu do Tietê, com 4.581,55, seguida de Mineiros do Tietê, ambas na região de Jaú, figuram como as cidades com menor PIB per capita em 2005. Mineiros teve em 2005 um PIB per capita de 5.505,13, pouco maior do que o registrado em 2002, 5119,42.
Pederneiras chegou em 2005 com um PIB per capita bem diferente do primeiro ano da pesquisa. Em 2002, tinha um PIB per capita de 6.906,53 e em 2005, 17.081,96.
Bariri registrou um PIB per capita de 8.177 em 2000 e, cinco anos depois, 10.895, um aumento de 33,23, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Com uma população estimada em 30 mil habitantes, a cidade tem sua riqueza distribuída da seguinte maneira: 38,47% setor de serviços; 36,92% na agropecuária; e 25,95% na indústria.