Tribuna do Leitor

Realidade no caso Carlos Rodrigues Jr


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A maior parte da sociedade não é a favor da violência onde quer que ela exista, contudo, condenar seu cometimento sem antes de fundamentado o seu pedido, ou admitido provado os itens da denúncia em processo, não se pode condenar pseudos réus e nem sacrificá-los.

A repercussão do caso, através dos veículos informativos de todo o país, avultou-se numa cominação em forma de protestos e ameaças por atos praticados e não provados, colocando as famílias dos envolvidos em regime de medo e fuga face às represálias recebidas, estas sofridas até pelos comerciantes do Mary Dota, que nada tinham com o caso.

Analisando mais detalhadamente o acontecido, quem se atreveria dizer que foi realmente aquilo que aconteceu entre quatro paredes, se os policiais são considerados bons cidadãos, pais extremosos e de bom comportamento entre a sociedade, se nem a própria mãe ou irmã da vítima naquele instante se dispuseram a fazer a alguma coisa para inibir qualquer ação.

É difícil encontrar-se o caminho da verdade mais curto, porque é o mais próximo, contudo, ela se prevalecerá, mesmo que seja longo, uma vez que muita coisa ainda vai rolar.

Para nós, simples leitores de notícias intempestivas, o melhor é sermos tolerantes e ao mesmo tempo prudentes, pois usando do tato e do tino. Quando virmos todas as coisas acontecerem, ainda poderemos tratá-las cada qual no caminho em que estas realmente se encontrem, discernindo que o lado contrário encontrava-se completamente fora da lei.

Em conseqüência, devemos isentar-nos de julgamentos precipitados e intolerantes antes de termos plena consciência dos atos e fatos ocorridos através do processo, uma vez que a justiça e a misericórdia andam juntas.

Lembre-se: “Quem decide um caso sem ouvir a outra parte não pode ser considerado justo, ainda que decida com justiça.” (Sêneca)

Andréa de Oliveira

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