Polícia

Oito pessoas são condenadas por tráfico

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Numa tramitação rápida, em um único processo, o Judiciário condenou oito pessoas – quatro homens e quatro mulheres – pela prática de tráfico de drogas em Bauru. Um dos réus, Rosimeire Alves Laurindo dos Santos Viana, sentenciada também por chefiar o grupo, inclusive com o envolvimento de adolescente, pegou 18 anos, 11 meses e 13 dias de prisão. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

A sentença foi proferida pelo juiz Jaime Ferreira Menino menos de oito meses após a prisão dos oito réus. Inicialmente, eles terão de cumprir pena em regime fechado. Consta no processo que Rosimeire, conhecida por Rose, comandava o tráfico de crack no Núcleo Geisel, mais precisamente nas imediações do Sambódromo.

Ela contava com a efetiva participação dos outros sete condenados, além de dois adolescentes. “Rosimeire chefiava todo o grupo, promovendo e organizando a cooperação e a atividade de cada um na prática do crime. Incumbia-se de manter contato com fornecedores, encomendar a droga, recepcioná-la, conferi-la e, inclusive, efetuava o respectivo pagamento”, enumera o processo.

Rosimeire, no entanto, tomava cautela de não se expor e evitava ir ao Sambódromo, pegar a droga do fornecedor e fazer depósitos, cita o processo. Essas tarefas eram delegadas aos demais membros do grupo, a quem Rosimeire chamava de “funcionários”. O esquema começou a ser desmantelado em abril deste ano.

Na ocasião, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) recebeu denúncias anônimas, fez diligências e apurou a ocorrência de tráfico nas imediações do Sambódromo. Numa primeira ação, no dia 18 de abril, após fazer campana, policiais da Dise surpreenderam Rafael Cunha da Silva, um dos oito condenados, e dois adolescentes em movimentação típica de tráfico.

Nas imediações, escondido em moitas de mato e buracos no chão, foram achadas 92 pedrinhas de crack e uma porção de maconha. Os policiais apuraram que, ao ser procurado por usuários, Rafael e um dos menores buscavam a droga escondida e a colocava na boca até a hora da entrega. O outro menor, que ficava nas imediações, recebia o dinheiro.

Rafael foi preso em flagrante, mas as investigações continuaram porque a Dise tinha a informação de que o esquema era maior. Durante diligências, após interceptar conversa telefônica entre Rosimeire e Regiane Augusto de Mattos com autorização judicial, os policiais descobriram que Jhonata Rodrigo Martiniano iria ao Jardim Eldorado buscar meio quilo de crack.

No dia e horário combinado, em 4 de maio, a Dise surpreendeu Nivaldo Dias Soares pilotando uma moto na qual Jhonata estava na garupa com 480 gramas de crack num invólucro plástico com a inscrição “500 Dani”, além de celular e dinheiro.

No mesmo dia, Danieli de Fátima da Silva, também uma das oito pessoas condenadas, foi surpreendida guardando 694 gramas de crack em três porções em sua casa, no Núcleo Baru 16. Em uma delas havia a inscrição “200 Rose”. No mesmo dia, Regiane, que pouco antes estava com Jonatha e Nivaldo, foi abordada em sua casa, onde foram encontrados R$ 25,00 em cédulas diversas, um telefone celular e documentos que compravam o tráfico.

Após os flagrantes, a Dise solicitou a prisão temporária de Rosimeire e de outros dois integrantes do esquema: Adileuza Grava da Silva e Carlos Teixeira. Os três foram presos quando se preparavam para fugir, em virtude da notícia da prisão em flagrante dos outros quatro.

Em juízo, todos negaram a prática de tráfico de drogas. Rafael, Danieli, Carlos, Nivaldo, Regiane e Edileuza, réus primários, foram condenados a dez anos, dez meses e 20 dias de prisão. Já Jhonata, que é reincidente, pegou 16 anos e quatro meses de prisão.

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