Havana - Em mensagem enviada ontem ao Parlamento cubano, o ditador Fidel Castro disse ter deixado de ser a pessoa “aferrada ao poder” que reconheceu um dia ter sido, “por excesso de juventude e escassez de consciência”.
O comunicado foi lido pelo presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, na abertura da última sessão deste ano. No discurso que fechou a sessão, Raul Castro, irmão de Fidel e comandante em exercício da ilha desde julho de 2006, convocou os cubanos a “trabalhar duro” em 2008 e anunciou que as soluções para os problemas da ilha serão “paulatinas e sempre dentro do socialismo”.
Expansão econômica
Cuba informou ontem que sua economia cresceu 7,5 por cento em 2007, o quarto ano seguido em que o país registra um grande aumento no Produto Interno Bruto (PIB) desde que mergulhou em uma crise econômica após o fim da União Soviética.
O ministro da Economia e Planejamento, José Luis Rodriguez, disse em uma sessão parlamentar de fim de ano que a meta de 10 por cento não foi alcançada devido às mais fortes chuvas. Rodriguez previu crescimento de 8 por cento no PIB cubano em 2008.