Internacional

Festival de Sundance começa hoje com filmes ‘otimistas’

Folhapress
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O Festival de Sundance começa hoje, em Utah (EUA), com uma competição entre filmes “engraçados, espirituosos, humanistas e inusualmente otimistas sobre o mundo em que vivemos”, segundo declarações do diretor do festival, John Cooper, divulgadas por sua assessoria de imprensa. Criado pelo ator Robert Redford, o festival tem o objetivo de impulsionar os chamados filmes “independentes” do modelo de produção dos grandes estúdios norte-americanos.

Essa edição, que vai até o dia 27 de janeiro, não terá a participação de longas brasileiros. O filme “Tropa de Elite”, de José Padilha, chegou a ser anunciado na competição internacional, mas o distribuidor internacional do filme, Harvey Weinstein, decidiu abandonar a disputa e iniciar a carreira internacional do longa pelo Festival de Berlim (7 a 17 de fevereiro).

Apesar do perfil “independente” de Sundance, nomes de peso em Hollywood estão por trás de algumas das atrações desta edição. O produtor Mark Johnson, das oscarizadas superproduções “As Crônicas de Nárnia” e “Rain Man”, assina dois filmes na disputa entre ficções norte-americanas: “Ballast”, sobre uma família do Mississippi atingida por uma tragédia, e “Downloading Nancy”, em que Maria Bello (“Marcas da Violência”) interpreta uma mulher infeliz no casamento que, ao tentar encontrar alguém pela Internet, passa a viver um atormentado romance paralelo.

O “otimismo” identificado por Cooper deve se restringir a outras seções do festival, entre as quais não se inclui a competição de documentários produzidos pelos EUA, que apresentará uma denúncia sobre a prática de estupro em áreas de guerra no Congo (“The Greatest Silence: Rape in the Congo”, de Lisa F. Jackson) e uma visão sobre os métodos de recrutamento para as Forças Armadas norte-americanas (“An American Soldier”, de Edet Belzberg), entre outras.

A disputa internacional de documentários tem 16 títulos, incluindo “Stranded: I’ve Come from a Plane that Crashed on the Mountains” (Gonzalo Arijon), que ouve os passageiros do acidente aéreo ocorrido nos Andes, em 1972, que comeram carne humana para sobreviver.

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