Nacional

Preto, xadrez e pantalonas reinam na SPFW

Por Carol Hungria | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Inspirada na cidade grande, com todo o seu caos e a sua diversidade, a edição de inverno da São Paulo Fashion Week surpreendeu pela grande mistura de estilos e tendências que apareceram nas passarelas. A semana de moda paulistana, que começou na última quarta-feira, e terminou ontem, apresentou peças para quase todos os gostos: amantes do country, garotas hippies, gatas roqueiras, mulheres sofisticadas e executivas.

“Apesar das influências tão diversificadas, que foram do motociclista até as bruxas celtas, é possível identificar algumas tendências. As roupas estão deixando de ser tão justinhas ao corpo e ficaram mais larguinhas”, aposta a especialista em moda Costanza Pascolato. A consultora também destaca os vestidos curtos, que permanecem em alta, o macacão e o colete, peças que marcaram muitas coleções apresentadas nesta temporada.

Para Odil Zepper, o Juba, professor de moda e estilo do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac) de Bauru, essa babel de influências tem tudo a ver com o momento que a moda brasileira vive hoje. “As grifes agora sabem que, em uma coleção, têm de ter peças para todo mundo. Não adianta investir apenas em calças de cintura alta se a maioria das brasileiras tem um corpo estilo ampulheta. As peças vendem pouco”, detalha.

Na opinião do especialista, o que mais se viu nas passarelas da semana de moda foram trajes inspirados nos anos 70 - como nos desfiles de Giselle Nasser, Raia de Goeye e Tereza Santos -, e no “streetwear”, como mostraram Cavalera, Carlota Joakina, V.Rom e Mario Queiroz. Foram muitas as coleções que investiram em belos vestidos de festa, como a Triton e a Iódice. Mas as criações vieram sem grandes novidades. “O que se destacou foi o novo balonê, que tem mais volume na região do culote, voltando a ficar justo na barra”, observa Zepper.

Para outra consultora de moda, Gloria Kalil, os cardigãs mostrados pela grife Maria Bonita também têm tudo para cair no gosto popular. “É aquela peça do guarda-roupa da vovó, só que reinventada. Pode ser um sucesso, pois combina com o inverno do país. Não é um casaco pesado, mas, por causa da tecnologia dos tecidos de hoje, esquenta bastante”, lembra.

A cor preferida dos estilistas para o outono e o inverno foi o preto. Foi a cor mais usada nos desfiles, com poucas exceções, como a coleção do estilista Lorenzo Merlino. Outra cor que deve aparecer com força na estação fria de 2008 é o rosa, que chegará às vitrines depois da febre dos violáceos (lilases, roxos e berinjela), que vieram com tudo no inverno do ano passado. O cinza, o azul, o marrom, o cru e o verde-escuro também foram usados pelos estilistas.

O amarelo, que fez muito sucesso no verão, ganhou sobrevida, principalmente nos vestidos de festa. E, para quem curte estampas, são duas as que fizeram a cabeça dos estilistas: as flores e o xadrez. A última apareceu com força na Cavalera.

Comentários

Comentários