• Campos opostos
O pré-candidato a prefeito de Bauru pelo DEM, José Clemente Rezende, não concordou com a observação feita pelo advogado Pili Cardoso, para quem o encontro entre o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e Caio Coube (PSDB) na visita do governador José Serra, anteontem, poderia significar uma aliança política. Clemente disse que tem bom relacionamento com Coube, mas a dobradinha está fora de cogitação.
• Com lenço branco
Clemente diz acreditar que a campanha para prefeito de Bauru, em outubro, será de alto nível. Para ele, as discussões serão no campo das idéias e não através de ataques pessoais. Ele afirmou que pretende manter essa linha de atuação e lembrou que no final de março irá se desincompatibilizar do cargo de presidente do DAE, conforme prega a legislação eleitoral. Clemente esteve ontem no Café com Política, do JC.
• No meio do vespeiro
O aceno de Clemente Rezende por uma campanha sem ataques pessoais vai depender, um pouco, de sua própria atuação e postura no Legislativo até outubro. Se ocorrer o que está previsto no jogo eleitoral até agora, o plenário utilizado pelos parlamentares terá a incomum situação de realizar debates, muitos acalorados, em véspera de eleição, tendo entre seus membros um candidato a prefeito, já que Clemente volta para a Casa. Será que Rezende vai segurar o ímpeto e evitar choques?
• Notícias da fundação
E o presidente da Funprev, Gilson Gimenes, nem bem saiu de férias e deixou pelo menos dois assuntos na mesa que já renderam polêmicas. Um foi que sua saída foi marcada pela convocação de uma terceira suplente, tudo com o objetivo de evitar que a primeira candidata escolhida pelos servidores assumisse a presidência. A manobra foi derrubada no Judiciário com liminar, ontem.
• Status de secretário
A segunda notícia vinda dos Altos da Cidade está em um requerimento de autoria do próprio presidente. Antes de sair para seu descanso anual de 30 dias, ele pediu nada menos do que a equiparação de seus vencimentos aos de um secretário municipal. Como Gimenes ganha cerca de R$ 740,00 como almoxarife da prefeitura, não se dá por satisfeito com outros R$ 1.500 que recebe exatamente por exercer a presidência da fundação. Ele quer ganhar R$ 6,7 mil no fim das contas!
• Nas mãos do prefeito
Mas como o desejo do presidente da fundação depende da caneta do prefeito e da concordância de pelo menos oito vereadores, se o projeto for à Câmara, a questão, por ora, ainda ficará sob a mesa de Tuga Angerami. Se o salário de conselheiro na Funprev fosse vinculado a uma participação no caixa, o negócio seria estratosférico. A fundação tem mais de R$ 110 milhões, a maior parte investida em aplicações.
• Entre folia e o juízo
Tuga Angerami fez um paralelo entre o lazer e o ônus de administrador, anteontem, ao argumentar a opção de seu governo por não investir no retorno dos desfiles de escolas de samba em Bauru. “Todos nós gostamos de Carnaval. No meu primeiro governo eu participei e incentivei. Mas a gente tem de ter juízo. É como na família. Todo mundo quer festa, mas se falta dinheiro, o lazer é o primeiro a ser cortado”, disse.