Polícia

‘Achei que o café estava com gosto ruim’, diz sobrevivente

Por Da Redação do Jornal Comarca de Garça | Especial para o JC
| Tempo de leitura: 2 min

Discretos em respeito ao sofrimento dos parentes e amigos das que não tiveram a mesma sorte, a família de Marilena de Souza da Silva comemorou quando a médica responsável pelo atendimento no Pronto-Socorro (PS) de Garça informou que ela não corria mais risco de morte. “Ela está bem, consciente e está fora de perigo”, informou a médica Márcia Nóbrega.

Ainda ligada a aparelhos na sala de emergência do PS, Marilena comentou o ocorrido. Em entrevista ao Jornal Comarca de Garça, confirmou que resolveu tomar um gole de café da garrafa da companheira Nilsa de Fátima Quintanilha quando terminou o expediente, por volta das 11h. Assim que colocou a bebida na boca, sentiu um gosto estranho. Ela também notou que o café estava mais claro, como se tivesse sido misturado a leite. Mesmo assim, ingeriu. “Eu falei pra ela (Nilsa) que o café estava amargo”, contou a sobrevivente. Após a constatação, deu o copo para Nilsa, que tomou o restante.

“Fez efeito rapidinho. Eu andei um metro, mais ou menos, e comecei a passar mal”, revela Marilena. Ela percebeu nas amigas os mesmos sintomas, descritos posteriormente pelos médicos como de envenenamento. A lavradora, que é casada e mãe de três filhos (dois adultos e um de 5 anos), informou que trabalha há dois anos no viveiro.

Ela afirma ter bom relacionamento com os colegas, garante não ter se envolvido em briga com ninguém e também desconhece desavenças entre os demais trabalhadores. “Todo mundo era amigo, um bebia café do outro e não faço idéia do que pode ter ocorrido.”

Indagada sobre o suposto envolvimento do encarregado no envenenamento, Marilena diz que não tinha queixa do rapaz.

Seu marido, João Evangelista, 47 anos, vai além e sai em defesa do único suspeito do crime, alegando que não acredita na sua culpa. “Ele sempre respeitou minha mulher, estava sempre ajudando todo mundo. Acho que ele não tem nada a ver com isso. Posso estar enganado, mas ele não é culpado”, disse. Ele salienta que o verdadeiro culpado tem que ser identificado e responsabilizado pela barbárie.

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