Washington - O Conselho de Segurança da ONU encerrou ontem seu quinto dia de negociações sobre a crise da Faixa de Gaza sem chegar a um consenso sobre uma declaração que reflita sua posição sobre a crise vivenciada no território palestino.
O presidente de turno do Conselho, o embaixador líbio Giadalla Ettalhi, disse ao término de uma reunião de seis horas que precisava consultar sua Capital antes de aprovar a última minuta circulada entre os 15 membros do órgão.
Ettalhi disse que espera voltar amanhã ao Conselho com a resposta de seu governo. Ao contrário das resoluções, as declarações têm que contar com a unanimidade do Conselho para serem adotadas.
A minuta conta com o respaldo dos outros 15 membros do Conselho, incluindo os EUA, que aceitaram o texto após conseguirem acrescentar várias emendas que os líbios ainda não estão dispostos a aprovar. Entre elas está uma condenação explícita aos lançamentos “terroristas” de foguetes e morteiros de Gaza contra povoações israelenses, que Israel alega serem a causa do bloqueio imposto ao território palestino.
O embaixador líbio disse que o novo texto está “desequilibrado” devido a estas mudanças. Os países árabes consideram que a declaração deve se concentrar na extrema situação humanitária que vive a isolada população civil de Gaza e em pedir a Israel que reabra as passagens fronteiriças.
Para o embaixador britânico, John Sawers, o Conselho hoje conseguiu “avançar muito” nestas longas negociações sobre sua posição em relação à crise aberta no Oriente Médio.
A minuta pede que os israelenses suspendam completamente o bloqueio e expressa sua “profunda preocupação com a deterioração da situação humanitária em Gaza”. Apesar disso, também faz menção à situação nas povoações do sul de Israel que são alvo do bombardeio palestino.