• Pimenta na turbina
O que é bom, muitas vezes, pode ser melhor. Ao menos, foi o que fez a Audi com o motor a gasolina 1.8 litro TFSI com quatro cilindros em linhas, injeção direta de combustível e turbocompressor - fornecido pela Volkswagen. A marca das quatro argolas, que é controlada pelo Grupo Volkswagen, passou a disponibilizar a unidade de força nos modelos A4 e A5, como uma nova opção de motor que promete alta performance com baixo consumo e nível de emissões.
De acordo com a montadora alemã, no sedã A4 o propulsor 1.8 litro TFSI produz 121,6 cv de potência e um torque máximo de 23,4 kgfm livres entre 1.500 rpm e 3.650 giros. Acoplada a um câmbio manual de seis velocidades, a unidade de força acelera de zero a 100 km/h em bons 10,5 segundos e desenvolve velocidade máxima de 208 km/h, tudo isso com um consumo médio excepcional de 14 km/litro de gasolina, segundo a fabricante alemã.
Já no cupê A5, o motor 1.8 litro é ainda mais vigoroso. São 172,3 cv de potência e 25,5 kgfm de torque entre 1.500 e 4.800 giros, com zero a 100 km/h em 8,6 segundos e máxima de 218 km/h. Mas o consumo é quase o mesmo: 13,5 km/l, diz a fabricante, graças à caixa automática continuamente variável Multitronic. Na Europa, o A4 custa em euros o equivalente a R$ 92 mil, enquanto o A5 sai por aproximadamente R$ 124 mil.
• Fogo amigo
Maior montadora da Coréia do Sul, a Hyundai Motors viu o utilitário esportivo Tucson “estourar” no Brasil em 2007, encerrando o ano como o veículo importado mais vendido no país. Mas certamente o balanço dos últimos 12 meses deixará lembranças amargas para a fabricante. De acordo com a própria Hyundai, o lucro líquido global obtido pela marca em 2007 foi cerca de 31% menor que o total faturado durante todo o ano de 2006. Em números, a receita da montadora sul-coreana caiu vertiginosamente: foi de 487 bilhões de wons - moeda da Coréia do Sul - para 338 bilhões de wons, valor equivalente a R$ 638 milhões.
Mas ao contrário do que sugere, a queda nos lucros da Hyundai nada teve a ver com as vendas dos carros da marca pelo mundo. Ações da conterrânea Kia Motors, que pertence à Hyundai, foram as responsáveis pelo fiasco. Na verdade, o volume de unidades emplacadas na Coréia do Sul cresceu 15% em 2007 na comparação com 2006, enquanto o comércio global de modelos da fabricante subiu 8,9% - principalmente após o lançamento do Sonata sedã e com a boa participação da Hyundai em mercados emergentes, como o brasileiro.
• Na cola da concorrência
A Fiat vai estrear uma dupla embreagem no Punto a partir de 2010. A nova caixa de câmbio manual, que terá seis marchas e foi batizada pela fabricante italiana de C635, tem como objetivo atender ao mercado europeu, cada vez mais obcecado por carros mais eficientes e econômicos. Em outras palavras: vai tentar seguir o mesmo caminho que outras marcas já buscam, como a Volkswagen, que lança uma transmissão com dupla embreagem no Golf europeu em maio.
Segundo a Fiat, a nova transmissão será aplicada também na linha de médios Bravo e nas marcas italianas de luxo sob seu controle, como Alfa Romeo e Lancia. Ainda de acordo com a montadora, o equipamento poderá gerar 35 kgfm de torque máximo.