• Mudança japonesa
O Nissan Tiida, lançado no Japão em 2004, já passou por um “face-lift”. Os modelos japoneses hatch e sedã agora têm modificações na grade, pára-choques, faróis e lanternas traseiras. O interior dos automóveis ganhou novo quadro de instrumentos e alterações no acabamento, mas os motores 1.5 e 1.8 litro, juntamente com o câmbio manual de seis marchas ou de variação contínua permanecerão os mesmos. No México, onde é produzido o Tiida que é vendido no Brasil, o carro por enquanto permanecerá sem alterações.
• Guerra da borracha
Ao contrário do que foi 2007 para a indústria de veículos, com recordes de vendas, o ano que passou não foi tão brilhante para a indústria nacional de pneumáticos. No mesmo período em que foi registrado um considerável aumento de 27,8% no comércio de automóveis, a venda de pneus cresceu miúdos 10% em relação a 2006, totalizando 63 milhões de unidades comercializadas. Segundo a Anip – Associação Nacional da Indústria de Pneus, o que comprometeu o rendimento das empresas do setor foi a maciça venda de pneus importados.
Do montante comercializado em 2007, 11,5 milhões de unidades de pneus foram metade chinesas e metade européias de segunda mão – os chamados pneus remoldados. A explicação para tamanha vendagem é o preço bem mais em conta de ambos os produtos. Enquanto os pneus chineses são em torno de 40% mais baratos que os convencionais fabricados no Brasil, os pneus usados procedentes da Europa custam até 60% menos que os nacionais. Não à toa, a previsão para 2008 é ruim: estima-se que mais pneus chineses e usados importados entrem no mercado brasileiro.
• Absurdo sobre rodas
O carro mais caro do Brasil é o Pagani Zonda F, superesportivo que acaba de desembarcar no país. Em preço, o modelo desbanca rivais altamente desejados, como o Ferrari 599 GTB Fiorano e até o luxuosíssimo Rolls-Royce Phantom – considerado um dos mais nobres modelos da indústria de automóveis. Equipado com um “parrudo” motor 7.3 litros V12 de 659 cv de potência, fornecido pela AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz, o Zonda F Clubsport será vendido aqui por nada menos que R$ 3,85 milhões – bem mais que os R$ 1,96 milhão pedidos no Ferrari 599 e os R$ 2,1 milhões do Rolls-Royce Phantom.
Fabricado na cidade de Modena, na Itália, em processo quase artesanal, o Zonda F tem estrutura em fibra de carbono, com subchassi de alumínio. A união dos materiais deixa o cupê com 1.230 kg, que forma com o motor AMG V12 de 659 cv uma incrível relação peso/potência de apenas 1,86 kg/cv. Com ela, a aceleração de zero a 100 km/h se dá em rápidos 3,6 segundos e a máxima é de 345 km/h. Até o momento, apenas uma unidade do Zonda F Clubsport desembarcou no país. Sua apresentação oficial será no dia 20 de março, quando o argentino Horacio Pagani, criador da marca italiana, exibirá o modelo na Platinuss, loja paulistana que será a importadora oficial da Pagani