O GRANDE GUARÁ
O Guaratinguetá, que completará apenas dez anos, em outubro, vem disputando o Campeonato Paulista como um autêntico grande. Em sua primeira participação no grupo de eleite, em 2007, o clube-empresa sagrou-se campeão do Interior. Com a vitória de 3 a 0 sobre o Rio Claro, terça-feira, no campo do adversário, o time do Vale do Paraíba reconquistou a liderança isolada, com 21 pontos - seguido da Ponte Preta, com 19 -, cinco de vantagem sobre o terceiro colocado São Paulo, pentacampeão brasileiro. Em sua sétima vitória consecutiva, o Guará voltou a mostrar eficiência na marcação e no ataque. E poderá ficar em melhor situação ainda, se vencer a Ponte neste sábado, às 18h10, com transmissão do canal SporTV. Apesar do Rio Claro ter dominado o primeiro tempo, o Guaratinguetá mostrou frieza nas conclusões, liquidou a fatura com um gol no final da etapa inicial e outro no início do segundo tempo. Com a crista baixa e sem poder de reação, o Rio Claro não ofereceu resistência, acabou levando o terceiro gol e sofrendo a quinta derrota na competição. A equipe da Cidade Azul está em penúltimo lugar, apenas com sete pontos ganhos em oito jogos, e terá uma bucha domingo: São Caetano – o antepenúltimo, com oito pontos, no ABC. O desesperado Azulão é melhor que o Rio Claro e joga na obrigação de vencer.
NO VALE
A Portuguesa trocou o ABC pelo Vale do Paraíba. Quando preparei esta coluna, terça-feira de manhã, o jogo do Noroeste estava confirmado para SantoAndré. No final da tarde, a Lusa conseguiu transferência para São José dos Campos, após tentar Jundiaí. Não queria mesmo continuar atuando no Bruno Daniel. Tudo isso por causa da interdição do Canindé. Em Copa do Mundo, a gente fica sabendo dois anos antes, os horários e locais de todos os jogos.
JUDOCA CONTRA OS ETERNOS CARTOLAS
O ex-judoca Aurélio Miguel confirmou que será candidato nas próximas eleições presidenciais do São Paulo, em abril. E acha que vence. Medalha de ouro na Olimpíada de Seul/1988, Aurélio Miguel não concorda com o atual estatuto do Tricolor, de aumentar o mandato do próximo presidente de dois para três anos, e quer acabar com o que chama de “ditadura”. Aurélio disse que o estatuto do São Paulo precisa seguir a Legislação Brasileira e não a vontade de quem está no poder, lembrando o que aconteceu com os rivais Corinthians e Palmeiras quando tomaram o caminho dos “presidentes eternos”.
ZERÃO
Macapá estava agitada ontem com o jogo entre o Trem e Paraná Clube, pela Copa do Brasil. O estádio local, o Glicério Marques, é mais conhecido como Zerão, porque está na linha imaginária do Equador. Isso significa que a defesa de uma equipe fica no hemisfério norte e o ataque do time adversário no hemisfério sul, a outra metade do campo. O técnico bauruense Varlei de Carvalho já esteve duas vezes no Zerão, dirigindo o Remo, de Belém do Pará. O estádio foi inaugurado em 1947 e tem capacidade para oito mil pessoas. A capital do Amapá é a única cidade do País cortada pela linha do Equador.
BYE BYE BRASIL
No futebol e no País em geral, acontece de tudo. Com o Barras não é diferente. Como seu estádio é pequeno, o time do interior piauiense manda seus jogos de competições nacionais no Albertão, de Teresina. Mas como o estádio da capital está interditado, o Barras teve que enfrentar o Corinthians, pela Copa do Brasil, no Serra Dourada. Porém, com a falta de vôos para Goiânia, a delegação enfrentou uma maratona de mais de 15 horas. Saída de Teresina com escala em Fortaleza e conexão em São Paulo e Brasília, antes de desembarcar em Goiânia. Sair do Piauí, Norte do Brasil, ao lado do Maranhão, parar em São Paulo e depois rumar para Goiás, é uma viagem que só de pensar dá tontura.
DESPEDIDAS
Gustavo Kuerten teve uma melancólica despedida terça à noite. O tricampeão do Aberto da França não passou do primeiro jogo no Brasil Open, caindo diante do argentino Carlos Berlocq. Chorando após a partida, o emocionado e simpático Guga agradeceu o carinho do público e disse que deixar o tênis é mais difícil que ganhar o Roland Garros. Foi o primeiro adeus em sua “turnê de despedida”, fazendo lembrar Sílvio Caldas, Sandy e Júnior, Oscar e Paula, que tiveram várias despedidas – parece até uma espécie de saideira de cerveja.
CURIOSIDADE
Dia 26 de setembro de 1992, o jogo entre Botafogo e Corinthians, em Ribeirão Preto, pelo Paulistão, foi suspenso no segundo tempo. O árbitro José Roberto Wright alegou falta de segurança. O Timão vencia por 1 a 0, gol de Fabinho.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1990: Noroeste 1 x 0 Palmeiras, em Bauru, gol de Juliano. Árbitro: Renato Marsiglia. Público pagante: 9.428. Noroeste: Rubens; Marcos Coco, Juliano, Modesto e Dinho; Catanoce, Chicão e Cardim (Lela); André, Pato e Marquinhos Yamamoto. Técnico: Norberto Lopes. Palmeiras: Velloso; Edson, Toninho Cecílio, Marco Antônio e Abelardo (Roger); Elzo, João Paulo (Buião) e Betinho; Careca, Mirandinha e Paulinho. Técnico: Jair Pereira.
AQUELE ABRAÇO
Um abraço noroestino roxo Luiz Maffei, Alceu Pereira, Márcia e Rose. Alô Guilherme, do grupo Noz Moscada, tudo de bom. Esta noite tem chorinho e o melhor do samba no Jeribá. É nóis.