Economia & Negócios

Centro Rural poderá ser sede do Senar

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O Centro Rural de Tibiriçá, que há pelo menos seis meses deixou de promover com regularidade atividades e eventos voltados à população local, tem grandes chances de se transformar em sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de Bauru. Essa é a expectativa de diversos setores da cidade e do distrito, que se reuniram na semana passada para discutir as diretivas para que esse projeto de efetive.

O prédio costumava ser cedido para que a população local realizasse bailes e quermesses e chegou a ser locado pelo próprio Senar para a realização de cursos e formaturas de alunos. No entanto, em face da falta de manutenção, as atividades no prédio se tornaram cada vez menos freqüentes.

A área, de propriedade do governo do Estado, atualmente é gerida pelo Conselho do Centro Rural de Tibiriçá, que terá de abrir mão da concessão de uso da área para que o Senar possa assumir a administração. “Os conselheiros irão elaborar um documento para fazer a devolução ao Estado. Isto feito, o Estado deve ceder aquela área para que o Senar administre e realize cursos, treinamentos e eventos”, detalha Maurício Lima Verde, destacando que os primeiros contatos com o governo paulista já estão sendo realizados.

Além de Lima Verde, participaram da reunião da semana passada, na sede do Centro Rural, o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Garroux Sampaio, a diretora regional da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Maria Perroni, representantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR) de Bauru e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

Sampaio acredita que o processo, apesar de burocrático, deve ser concluído neste ano, já que se trata de uma decisão administrativa do governo do Estado e também porque todas as esferas envolvidas se mostraram favoráveis à mudança. “Depois que a área for devolvida ao Estado, o governo só precisa de um decreto para transferir a concessão ao Senar”, resume.

Segundo explica Sampaio, nos próximos dias, os conselheiros do Centro Rural devem protocolar a devolução da área para, em seguida, o CMDR expedir um ofício sugerindo ao Estado a cessão do espaço ao Senar.

Também mobilizado para que o Senar tenha uma sede física própria - hoje o órgão é operado através do Sindicato Rural de Bauru - o vereador Marcelo Borges (PSDB) afirmou que irá pressionar para que a elaboração desses primeiros documentos seja acelerada. “Vou procurá-los para agilizar essa mudança mas, de antemão, todos já concordaram que é o melhor a ser feito”, destaca, frisando que o Senar pertence ao Sistema S e possui condições financeiras de arcar com os custos da reforma e manutenção do Centro Rural.

O estabelecimento do convênio do Estado com o Senar conta também com o apoio da população do distrito, segundo o subprefeito de Tibiriçá, Edson Cavalieri. “A população está ansiosa e clama pelo funcionamento do Centro Rural porque no distrito não há nenhum espaço como aquele”, afirma, destacando que a mudança poderá significar a retomada de atividades sociais, como bailes, quermesses e casamentos comunitários.

O Centro Rural possui uma área de 43 mil metros quadrados (sendo que 9 mil deles continuarão reservados à utilização do município), com uma boa infra-estrutura para oferecer, também, cursos permanentes para a capacitação profissional de grande parte dos habitantes de Tibiriçá que estão voltados às atividades no campo.

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