• Olho no calendário
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 30 de junho é o último dia para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador. Faltando mais de sete meses para o pleito, o quadro em Bauru indica natural indefinição entre vários nomes para diferentes legendas que concorrerão à Prefeitura Municipal.
• Três já escolhidos
Hoje são três pré-candidatos definidos (é preciso que as convenções ratifiquem seus nomes). O PSDB há tempos definiu o nome de Caio Coube. O PTB não abre mão de seu pré-candidato, o vereador Antonio Carlos Garmes, e o DEM, mais recentemente, decidiu-se por José Clemente Rezende. Mas tem o PP com Carlos Braga e a Frente Democrática, que busca um nome, rapidamente. O sonho é Rodrigo Agostinho (PMDB).
• A demora do óbvio
O governo municipal não gosta de ser chamado de lento, mas a pecha cabe direitinho para alguns casos. E se não é lento, então poderia ser chamado de indefinido ou até inseguro. O caso da destinação do lixo é apenas um, entre alguns exemplos. Logo nos primeiros dias do atual governo foi anunciada a terceirização da coleta de lixo, o que incluía os resíduos hopitalares. Ontem, somente ontem, saiu a licitação definitiva.
• Problema do gerador
A questão do lixo domiciliar foi sim de dimensões maiores, em volume, valores e interesses. Mas a do resíduo hospitalar era muito mais, digamos, bem encaminhada. Há meses o governo sabe que a resolução nacional sobre o assunto define que é de responsabilidade de quem gera o lixo dar destinação operacional devida e regulamentada ao material. Mas agora é que a administração decidiu o simples: contratar quem sabe e pode fazer o serviço.
• Tudo na vala comum
E como para a crítica cabe trocadilho, o governo local preferiu a extensa demora na definição sobre o serviço mais adequado para o destino de materiais produzidos ou descartados por clínicas, hospitais e unidades de saúde. Enquanto isso, tudo continuava indo para a vala comum, a séptica, aquela em que o material sempre corre o risco de contaminar o que está mais abaixo do nosso solo.
• Aos donos do lixo
Conforme o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), cada produtor do lixo hospitalar é quem tem de se incumbir de destinar e incinerar o seu volume. Portanto, as clínicas particulares terão de contratar quem recebe e decompõe o material em autoclave. O aterro sanitário, vários anos depois, finalmente vai ficar livre de pelo menos 1.800 quilos diários de material altamente prejudicial à saúde. Tudo ao preço de R$ 782,51 por tonelada.
• Campanha salarial
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) realizou ontem a primeira assembléia da campanha salarial deste ano, cuja data base é em março próximo. A categoria aprovou encaminhar pauta ao prefeito Tuga Angerami reivindicando 30% de reajuste, embora o acumulado das perdas alegado seja de 78,05%, isso de agosto de 1998 até este mês. A pauta também incluirá incorporação do abono de R$ 50,00 e vale-compra de R$ 160,00 para R$ 216,00.