Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Providências

O prefeito Tuga Angerami agiu rápido ontem ao determinar providências para possivelmente terceirizar consertos e pequenos serviços em repartições públicas, principalmente aquelas que atendem à população, como escolas, creches, núcleos de saúde etc. Na edição de ontem o JC mostrou como a burocracia e o descaso de muitos setores da “máquina” pública emperram e arquivam soluções simples porém necessárias. Possuir uma equipe especificamente para esta atividade parece ser uma boa saída.

• Caça às bruxas 1

Gente com poder na Secretaria de Educação alimentou ainda mais o péssimo exemplo de ineficiência e descompromisso com o serviço público, ontem. Durante boa parte da manhã, o que se viu não foram ações no sentido de trocar torneiras vazando, limpar capim do teto de sala de professores etc. Afoitos (as) foram caçar bruxas, tentando identificar quem eram as diretoras e as respectivas escolas tratadas na matéria do JC que apontou os absurdos na área de pequenos consertos não realizados.

• Caça às bruxas 2

Se é nesta direção a reação de integrantes com poder de mando na Secretaria de Educação, a perseguição injusta a funcionários que desejam trabalhar também permitirá que o jornal vá a campo e busque elementos para denunciar tal prática espúria. Não existem bruxas neste episódio, mas negligentes e este sim facilmente identificáveis.

• Prefeito educador

A inversão de valores deste caso é abuso e enseja até discussão sobre crime de assédio contra quem teve a coragem de tentar resolver problemas na escola pública. Que o prefeito Tuga Angerami pelo menos invoque sua reconhecida sensibilidade como professor para coibir e punir quem saiu ontem correndo atrás de diretoras responsáveis que, por sinal, não foram as autoras da denúncia ao JC.

• Desencontrados

Para o presidente municipal do PMDB, Alex Gasparini, Rodrigo é apenas um dos pré-candidatos do PMDB. Sobre os rumos do partido, afirmou que a discussão será feita de forma coletiva e decidida na convenção municipal. Como era esperado, Alex não gostou da independência de Rodrigo. Mas o vereador mais votado da legislatura quer ter voz própria. E mais: retomará a cadeira na Câmara do próprio Alex, em março.

• Maus presságios

A audiência pública de ontem que tratou das dívidas da prefeitura e outros órgãos municipais começou pontualmente às 9h42, isto é, com atraso de 42 minutos. O motivo foi o horário de chegada de alguns vereadores, em especial do presidente da Comissão Interpartidária, Arildo Lima Júnior (PP). Contudo, ele ainda foi um dos poucos parlamentares a comparecer. E pior: nenhum daqueles que pretendem governar Bauru a partir de 2009 compareceu. Mau sinal.

• Sem mobilização

Mas não são só os vereadores e candidatos que não foram que precisam de puxão de orelhas. A população não compareceu e os sindicatos, entre outras entidades hipoteticamente representativas, também não costumam dar o ar da graça há várias reuniões do gênero. Podem até dar a desculpa de que já sabem que “as dívidas são muitas e a receita é curta”. Mas audiência é reunião para tirar dúvidas, tirar esqueletos da gaveta.

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