Polícia

Indícios são que acusada de pegar a criança teria gravidez psicológica

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar chegou ao paradeiro o bebê Carlos Daniel de Moraes com o auxílio da família de Rosa Maria Floriano, conhecida por Dedé. Uma cunhada dela teria desconfiado da situação após ser informada do caso e confirmar a descrição de quem teria levado o recém-nascido da maternidade. A identificação na mão do bebê também teria ajudado a esclarecer o fato.

Mas uma outra situação chamou a atenção da família. A dona-de-casa estava desaparecida. Ela teria ligado para avisar que havia parido um bebê às 3h de ontem, mas não foi encontrada na Maternidade Santa Isabel. O contexto levantou suspeições contra ela, que foi presa.

Segundo Maria Aparecida Floriano, prima da acusada, por nove meses Dedé sustentou que estava grávida. Convenceu marido, familiares e vizinhos. Apresentava todos os sintomas de gestante. Enjoou, a barriga cresceu e ficou inchada pouco antes de se deslocar para a maternidade, sintoma típico de quem está prestes a dar à luz.

No entanto, ninguém, nem mesmo o esposo, a teria acompanhado nas consultas de pré-natal. Ontem à tarde, Dedé ligou para o marido e avisou que havia recibo alta. Informou que estava com a criança em frente a um laboratório, informa Maria Aparecida. Ele teria pago um mototáxi e a encontrado chorando na rua, com o bebê no colo.

Teriam voltado para a casa de ônibus. A família e a vizinhança já esperavam o bebê. Ao chegar em casa, ela teria ainda reclamado das dores dos pontos da cesárea. Disse que iria conversar com a mãe dela, que a aguardava no quarto da residência onde mora. Ocorre que sua genitora teria morrido de câncer no final do ano passado.

Dedé teria tentado amamentar o bebê, mas o leite não teria “descido”, conforme sua constatação. “Batizou” a criança como Pedro, conforme havia recomendado um irmão também morto. Cuidadosamente, preparou todo o enxoval. Bordou com as próprias mãos as toalhas.

“O marido dela estava muito feliz. Ela gastou mais de R$ 100,00 com fraldas. Em três anos, ela engravidou oito vezes, mas foi só frustração. No final do ano passado, ela perdeu a mãe, o irmão e o sobrinho, que ela cuidava. Agora, deu de conversar com eles. Quando ela chegou da maternidade, eu percebi que ela não estava bem”, comenta Maria Aparecida.

Ela contava o drama da prima enquanto vizinhas e parentes choravam pela situação.

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