A apresentação e discussão do projeto do Programa de Desenvolvimento do Turismo Receptivo (PDTR) gerou a expectativa nas cidades da região de Bauru a respeito da forma que serão pagos os custos com sua implantação. O PDTR pretende aumentar o fluxo de turistas na região.
Para os representantes dos dez municípios envolvidos, a expectativa ficou por conta do rateio de recursos onde cada cidade terá que bancar uma parte dos custos para implantar e manter o projeto. O critério proposto pelo Instituto Soma para ratear as despesas está atrelado aos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
“Os dez municípios juntos para administrar algum projeto é muito difícil. Mas acho que encontramos a melhor alternativa no momento”, comentou o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Walace Sampaio. “É o primeiro passo concreto do Coder”, completa.
O PDTR será gerado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), órgão do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em parceria com o Instituto Soma. O prazo para execução do projeto está estimado, segundo Moraes, em três anos, e terá cronograma mensal. A contrapartida do instituto é fornecer a infra-estrutura. “Os equipamentos de informática e instalações físicas serão cedidos pelo Soma”, confirma Moraes.
“Nós passaríamos a ter o escritório regional do turismo”, lembrou Ricardo Coube, presidente do Coder. De acordo com o gerente regional do Sebrae, Milton Aparecido Debiasi, já estão sendo criados os planos de ação para colocar em prática o Programa de Turismo na região. “Nós estamos fazendo acontecer”, garante. Segundo Debiasi, já foram aplicados pelo Sebrae, em um ano e meio, cerca de R$ 105 mil na elaboração dos trabalhos executados até agora, além da cooperação de seis consultores.
Técnicos do Sebrae realizaram visitas nas 10 cidades para levantar o potencial turístico de cada uma. No total, foram verificados 36 empreendimentos turísticos já em fase de produtos, ou seja, prontos para o turismo receptivo. Desse total, 61% dos empreendimentos estão nas mãos da iniciativa privada (22 deles) e 39% nas mãos do poder público (14).
A reunião de ontem, no auditório do Ciesp, contou com a presença dos prefeitos de Iacanga, Ismael Boiani (PSDB); de Duartina, Ênio Simão (PSDB); da prefeita de Pederneiras, Ivana Maria Bertolini Camarinha (PV); e de representantes dos municípios de Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Lençóis Paulista, Macatuba e Piratininga.
Boiani saiu satisfeito por entender que, agora, depende muito de cada prefeitura desenvolver seu turismo. Para o prefeito, Iacanga tem potencial para o turismo de eventos.
“Nós temos a festa de peão de boiadeiro que é forte. Outro evento forte que queremos ressuscitar é o Festival de Águas Claras (música)”, ressalta Boiani.
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PDTR
O objetivo do Programa de Desenvolvimento do Turismo Receptivo (PDTR) é contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região de forma sustentável. Inserir os municípios no mercado estadual e regional de turismo, cultura e artesanato e consolidar roteiros turísticos locais e regionais.
O diretor do Instituto Soma, André Luís Moraes, apresentou a minuta do Termo de Parceria que os municípios deverão assinar com o órgão, além do termo aditivo que prevê a criação do “Circuito Turístico Caminhos do Centro Oeste Paulista”.
O Instituto é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), reconhecida pelo governo.