Caracas - Os quatro ex-parlamentares recém-liberados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo do presidente Álvaro Uribe, expuseram, por meio de duras declarações, suas divergências em torno da exigência da guerrilha de que sejam desmilitarizados dois municípios para negociar a soltura dos demais 39 reféns “políticos”, entre os quais está a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Numa emotiva entrevista coletiva ontem à noite, em Caracas, os ex-senadores Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem e a ex-deputada Gloria Polanco exortaram o governo Uribe a buscar uma “solução política” e a aceitar a exigência das Farc, enfatizando o precário estado de saúde dos seqüestrados, alguns há mais de dez anos de cativeiro.
Ingrid
Gravemente doente após passar seis anos como refém em acampamentos de guerrilheiros na selva colombiana, Ingrid Betancourt acredita que “a morte parece ser uma doce opção”, revelaram novos detalhes de uma carta que enviou para sua família.
Betancourt, que possui cidadania francesa e colombiana, escreveu para sua mãe, seu marido e seus filhos no final do ano passado, mas os trechos das cartas foram revelados pelo canal espanhol de TV Noticias Cuatro, que teve acesso a elas.
“Sinto como se a vida dos meus filhos estivesse em ‘standby’, esperando para que eu seja libertada, e o sofrimento diário deles faz da morte uma doce opção”, afirmou.