Regional

Transformação em escola pode salvar edifício

Da Redação
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Barra Bonita - Com custo estimado em R$ 1,98 milhão, o projeto de hotel-escola profissionalizante prevê a reforma completa do prédio do Centro Administrativo da Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru). Inclui a ampliação e modernização tecnológica das instalações e a adaptação para funcionar como escola profissionalizante, com cursos operacionais nas áreas de hospedagem, alimentação, bares, recepção, atendimento, informatização hoteleira, vendas, serviços turísticos, serviços de entretenimento, eventos, supervisão e gerenciamento.

Era intenção da prefeitura vender o Centro Administrativo “Ary Francisco Maia” no final de 2006, conforme noticiou o JC. Na época, o imóvel abrigava os departamentos de Turismo, Saúde, Cultura, Habitação e Desenvolvimento Econômico.

Também estavam instalados no local o Cartório Eleitoral, Conselho Tutelar, Ministério do Trabalho e o Banco do Povo. Portanto, o edifício é um “gigante” e que precisa de reforma. O prédio do CA tem cerca de 2 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de 3 mil metros quadrados. Fica entre a avenida Rosa Zanella Petri e as ruas Winifrida e Írio Collor Bombonatti, na região central.

De acordo com o diretor interino de Turismo do município, Marco Polo Falkembach Vieira, a relação custo benefício do empreendimento demonstra que a sustentabilidade do projeto pode ser garantida pela operacionalização comercial do hotel, que servirá também de oficina e estágio aos alunos dos cursos.

“Embora o prédio esteja muito deteriorado, sua recuperação e modernização é possível, inclusive com ampliação de seu espaço útil. O perfil do hotel é da categoria hotel econômico duas estrelas, para negócios e turistas. Os cursos darão à população a oportunidade de qualificação profissional num segmento crescente e que se torna cada dia mais exigente”, detalha Vieira.

Apoio

De acordo com o diretor, o projeto contaria com apoio do Ministério do Turismo. “O Ministério do Turismo apoiou a idéia desde o primeiro momento e, agora, com o interesse do Focem, temos grande possibilidade de receber os recursos necessários à sua implantação, sem necessidade de contrapartida financeira por parte da prefeitura, o que já é uma grande vantagem”, diz.

Apesar de não entrar com dinheiro, a contrapartida da prefeitura viria com o compromisso em receber alunos selecionados nos países de origem, membros do Mercosul. “Para isso, o projeto deverá sofrer uma pequena modificação para previsão de alojamentos”, frisa Vieira.

Ele explica que o interesse do Focem no projeto deve-se à necessidade do órgão de receber projetos de intercâmbio internacional nas áreas de turismo e formação profissionalizante que permitam melhorar a capacidade de gestão e operacionalização das microempresas de turismo. Segundo o diretor, o Focem dispõe de mais de R$ 100 milhões por ano para investimentos em projetos de caráter econômico-social, que visem amenizar as disparidades regionais entre os países membros.

O projeto foi recebido nas duas instâncias. No Ministério do Turismo, o encaminhamento foi feito através da assessora especial de Turismo, Elisabeth Sahão (Beth Sahão), representando a ministra do Turismo, Marta Suplicy, que se encontra em viagem ao Exterior. Na Comissão de Turismo do Parlamento do Mercosul, o encaminhamento deu-se através do presidente, o deputado José Paulo Tóffano.

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