Saúde

Campanha alerta para o Dia Mundial do Rim

Da Redação
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A exemplo do que ocorreu no ano passado a campanha “Previna-se”, da Sociedade Brasileira de Nefrologia, será desenvolvida internamente no Hospital Estadual Bauru Arnaldo Prado Curvello (HEB), no dia 13 de março, das 8h às 17h, mobilizando os cerca de 1.400 funcionários da instituição. O objetivo é conscientizar os profissionais da área da saúde quanto aos riscos das doenças renais que matam 12 milhões de pessoas por ano no mundo.

Desta vez, além de receberem material informativo (cartilha e panfletos) e orientações de uma equipe especializada, os funcionários poderão realizar testes que indicam a necessidade de uma atenção especial aos rins. O teste de glicemia, que pode indicar a presença de diabetes, e a aferição da pressão arterial, que detecta a hipertensão, serão aplicados nos trabalhadores que aderirem à campanha.

Eles também vão responder a um questionário com quatro perguntas básicas para saber se correm o risco de ter doença renal crônica. O “sim” para qualquer uma das perguntas mostra que esse risco existe. Todas as atividades serão realizada no ambulatório de hemodiálise do Centro de Terapia Renal Substitutiva do HEB, que teve o serviço iniciado recentemente.

De acordo com a coordenadora da campanha no hospital, enfermeira Aniela Nascimento Pivotto, caso seja detectado algum problema o trabalhador será encaminhado para atendimento no Ambulatório de Funcionários do HEB (Amfheb).

“Os trabalhadores da saúde, via de regra, cuidam dos pacientes mas se esquecem de cuidar de si próprios. Queremos prevenir doenças renais crônicas e esperamos que cada profissional leve as orientações para casa e para os amigos atuando como multiplicador de informações“, comenta Pivotto.

Já o nefrologista Fábio Duarte Garcia salienta que o aspecto mais preocupante é que a doença renal é silenciosa. “O indivíduo pode ter a doença renal e não apresentar sinais ou sintomas que o alertem para o problema. O diagnóstico precoce é essencial para a preservação da função dos rins”, alerta o especialista.

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Números

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 2 milhões de pessoas no Brasil possuem doença renal crônica mas 60% delas não sabem disso. Quando descobrem, a função renal não pode ser recuperada. Com isso as filas da hemodiálise e do transplante de rim crescem a cada ano. Diabéticos e hipertensos são os principais grupos de risco, depois aparecem os obesos e as pessoas com histórico familiar de problemas nos rins.

No mundo todo, hoje, mais de 1 milhão e 500 mil pessoas sobrevivem às custas de terapia de substituição renal. Este número deve dobrar os próximos dez anos. No Brasil, o custo do tratamento de substituição renal está em torno de R$ 2 bilhões por ano, o que representa um percentual importante do orçamento da Saúde.

Por essa razão, os médicos recomendam que as pessoas passem por “exame de urina” em algum momento de suas vidas; mas algumas pessoas precisam realmente fazê-lo periodicamente, ou seja, aquelas com diabetes, hipertensão arterial, história familiar de doença renal.

Parentes de pessoas com diabetes ou hipertensão devem estar atentos, pois podem vir a ter estas duas doenças. Se seus exames de Urina 1 e/ou a dosagem de creatinina no sangue estiverem alterados, consulte um médico.

Para mais informações acesse: www.sbn.org.br (Campanha Previna-se).

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