Internacional

OEA acha difícil colocar força na fronteira entre Equador e Colômbia

Folhapress
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Quito - O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, disse ontem ser “muito difícil” que uma força internacional atue na fronteira entre a Colômbia e o Equador, tal como insiste Quito.

Insulza defendeu que os países cheguem a acordos “sérios e concretos” sobre os problemas na divisa e mecanismos também sérios para verificar se são cumpridos.

O representante máximo da OEA foi questionado sobre a proposta da força de paz após vistoriar, com uma comissão da organização, a área do acampamento das Farc na selva equatoriana bombardeado pela Colômbia no último dia 1 - o que levou Quito a romper relações diplomáticas com Bogotá.

“Creio que é muito difícil, muito difícil controlar uma fronteira como essa, como também é muito difícil realmente que outros países que não são da região contribuam com muitas forças militares”, disse Insulza, que também citou a dificuldade de soldados do exterior atuarem bem na área de selva.

O secretário-geral da OEA disse que a proposta equatoriana será “estudada”, mas lembrou que ela tem de ser um pedido conjunto de Quito e Bogotá e que decisão final virá na reunião dos chanceleres da organização, no dia 17.

Insulza frisou a necessidade de os países chegarem a acordos sérios e passíveis de verificação para pôr fim às tensões na área.

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