Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

BELEZA PURA

Com a bela vitória sobre o Rio Claro – e de virada é mais gostoso, não é mesmo, Luiz Carlos Silvestre? – o Noroeste deu sequência a sua boa campanha no Campeonato Paulista, vencendo fora de casa, com raça e eficiência. Desfalcado de Edylton e Leandrinho, além de Otacílio Neto, o time de Márcio Bittencourt jogou mais da metade do segundo tempo com um homem a menos. Todos os jogadores correspoderam, principalmente o jovem meia Gilsinho e o experiente volante Alexandre. O Noroeste foi superior ao adversário o jogo todo, principalmente no segundo tempo. Com 23 pontos ganhos, só dois atrás do G-4, o Norusca não desiste nunca de lutar por uma vaga nas semifinais. Seu próximo desafio é o Sertãozinho, às 18h10 de amanhã. Os alvirrubros podem ficar em situação bem melhor, porque depois do Touro dos Canavais voltarão a jogar no Alfredo de Castilho, desta vez diante do Mirassol. Bonfim e Júlio não jogam, mas o treinador está de cabeça fria, porque Anderson Marques e Alexandre são tão eficientes como seus colegas suspensos. E mais: Edylton e Leandrinho cumpriram pena automática e voltam. Já o Rio Claro, que sofreu merecida derrota, parece que não tem salvação: Segundona em 2009.

APITEM DIREITO

“Não quero que o juiz roube para nosso time. Quero que apite direito”. Esse é um argumento eterno nos campeonatos do nosso futebol amador, que ouço desde a década de 60, quando era foquinha. Realmente. Não queremos que os árbitros ajudem o Noroeste, só queremos que eles não prejudiquem. Vamos torcer para uma atuação normal amanhã, porque nos jogos anteriores, a arbitragem andou complicando o Norusca. Quarta-feira, o experiente Wilson Luiz Seneme não interferiu no resultado, mas errou na expulsão de um noroestino, porque a infração foi Júlio e não Bonfim. Aliás, a falta cometida por Júlio foi normal, nunca para cartão. Depois, Júlio recebeu merecidamente o amarelinho. Mas foi um festival de cartões, quase todos distribuídos indiscriminadamente.

EM CIMA

Parece que está acabando a festa no Interior e chegando o momento dos grandes clubes no Campeonato Paulista. Pela primeira vez este ano, o trio de ferro ocupa o bloco dos times que disputarão as semifinais. Após os resultados de quarta-feira, o Guaratinguetá é o único pequeno que integra o seleto grupo. E ainda lidera. Corinthians é o segundo colocado, seguido do São Paulo. Palmeiras é o quarto.

EM BAIXO

Pela primeira vez neste Paulistão, o Marília faz parte do grupo do descenso. Já o São Caetano, com a vitória, respira mais aliviado. Os dois têm pedreiras domingo. O Azulão enfrenta o Santos e o MAC encara a Portuguesa. Os outros com a corda no pescoço são Rio Preto, Rio Claro e Guarani.

DEU PRO GASTO

Com um futebol razoável, o Corinthians mereceu ganhar do limitado Rio Preto. O primeiro tempo foi péssimo e o Alvinegro não empolgou. Mas melhorou no segundo tempo, com a entrada de Héverton, que deu mais criatividade ao time. O meia cobrou a falta que originou o gol da vitória e por pouco não fez o seu. Porém, o ponto forte corintiano foi a defesa, que ficou mais uma partida sem sofrer gol. Pela primeira vez o Corinthians - que merecia uma contagem mais folgada – ocupa a vice-liderança deste Paulistão. O Rio Preto, por sua vez, segue seu rumo de volta à Série A2.

SALVADOR

O São Paulo voltou a jogar mal, mas para sua sorte, tem Borges como anjo da guarda. Quarta-feira, o atacante, que não é titular absoluto, fez os dois gols da dramática vitória sobre o Barueri. O time da Grande São Paulo caiu fora do G-4, enquanto o Tricolor divide a vice-liderança com o Corinthians.

VIRADA VERDE

A Ponte Preta jogou bem, mas foi derrotada pelo Palmeiras e completou a quinta partida seguida sem vitória, além de perder a vaga no G-4 para o Alviverde, que começou perdendo. Mas o Palmeiras fez prevalecer sua força, maior experiência e fatores campo e torcida. Com essa vitória de virada, a equipe de Vanderlei Luxemburgo mantém as chances de continuar lutando pelo título estadual de 2008.

CURIOSIDADE

O Grande Prêmio da África do Sul abriu o Mundial de Fórmula 1 de 1992, dia 1º de abril, em Johannesburgo. O vencedor foi o inglês Nigel Mansell, seguido do italiano Riccardo Patrese, ambos da Williams. Ayrton Senna (McLaren) foi o terceiro. O também brasileiro Maurício Gugelmin ficou em antepenúltimo - ele nunca venceu um GP em seis anos de F-1.

MEMÓRIA

Final do Campeonato Brasileiro de 1991: Bragantino 0 x 0 São Paulo, em Bragança Paulista. O Tricolor sagrou-se campeão porque venceu o jogo de ida por 1 a 0 no Morumbi. Foi o terceiro título nacional dos são-paulinos – os outros haviam sido em 1977 e 86. Árbitro: José Roberto Wright. Bragantino: Marcelo; Gil Baiano, Júnior, Nei e Biro-Biro; Mauro Silva, Ivair e Alberto; Tiba (Mazinho), Sílvio e João Santos. Técnico: Carlos Alberto Parreira. São Paulo: Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão (Flávio), Bernardo e Raí; Mário Tilico, Muller e Macedo. Técnico: Telê Santana.

AQUELE ABRAÇO

Um forte abraço Fábio Henrique Silva, bauruense que mora em Salto. Ele jogou no Prudência, Redentor e Sport União, times amadores daqui, e lê diariamente esta coluna na Internet.

Comentários

Comentários