Regional

Em Jaú, 620 aguardam vagas em creches

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Uma lista com 620 nomes aguardam vagas em creches municipais em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O número é muito semelhante ao listado no ano passado, na mesma época.

“A demanda cresce numa velocidade que o município não consegue acompanhar”, explica o secretário municipal de Educação Durval Antonio Fiorelli.

“Apesar de estarmos redobrando os esforços com a abertura de novas vagas, a procura não tem fim”, desabafa. Segundo ele, até mulheres grávidas estão reservando vagas. “O bebê nem nasceu e a mãe já fez inscrição na lista de espera”, revela.

Fiorelli explica que, do ano passado para este, foram feitas várias ações. “Ampliamos o atendimento escolar para período integral, porque tinha criança que ficava meio período na creche e outro na escola. Trouxemos essas crianças das creches para as escolas com professores de manhã e à tarde e um conjunto de ações pedagógicas.”

Com a ampliação do período integral nas escolas e a transferência de alguns alunos, as vagas nas creches cresceram.

“O município atende 2.206 crianças, 761 em creches, 827 em período integral e 618 em creches filantrópicas. Foram abertas 376 novas vagas em relação ao ano anterior.”

No município são 13 creches. “Reformamos todas e ampliei algumas. Uma nova unidade será instalada no Residencial Bernardi, Programa Pró-Infância do governo federal. A obra deve ser iniciada ainda este ano”, anuncia.

A creche do Jardim Padre Sani, inaugurada em setembro do ano passado, deverá ser ampliada. “Dimensionada para atender 90 crianças com até 6 anos, passará a atender mais 50 alunos.”

Fiorelli pretende, ainda, terminar uma escola no Jardim Maria Luiza 4. “Lá, serão uma escola de ensino fundamental e uma Emei juntas. Temos outros dois prédios que funcionam com escola - num funciona uma extensão de fundamental e outra educação infantil -, que serão transformados em creche.”

Além disso, o município tem convênios com as entidades filantrópicas. “São seis creches conveniadas. Acredito que, com as ampliações e novas unidades, vamos ter cerca de 120 novas vagas.”

Reunião com o MP

O secretário da Educação e o promotor da Infância e Adolescência do município deverão se reunir na próxima semana para tentar resolver o problema da falta de vagas. “O MP quer que o município assine um Termo de Ajustamento de Conduta(TAC) para zerar o déficit de vagas em creches.”

Na opinião de Fiorelli, a curto prazo não tem como resolver o problema. “Não temos como zerar, a cada ano aumenta a demanda. Até profissionais liberais que antes não deixavam seus filhos nas creches, atualmente procuram vagas.”

Ele lembra que a lei não determina que a mãe precisa trabalhar para deixar os filhos nas creches. “Eu acho que quando a mãe trabalha deve deixar o filho na creche, do contrário não. Mas como a lei não determina, a demanda cresce assustadoramente”, comenta.

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