Dacar - O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, acusou ontem Israel de promover uma “limpeza étnica'' em Jerusalém Oriental por proibir a construção de casas palestinas e isolar a cidade da Cisjordânia ocupada.
As afirmações de Abbas foram feitas durante a reunião de cúpula da Organização da Conferência Islâmica, que está sendo realizada em Dacar (capital do Senegal).
“Nosso povo na cidade (Jerusalém) está enfrentando uma limpeza étnica por meio das decisões de Israel tais como a imposição de pesadas taxas, a proibição de construções e o fechamento das instituições palestinas, assim como a separação da cidade da Cisjordânia pelo racista muro da separação”, disse.
“O que está acontecendo ontem é uma total violação (do processo de paz)”, disse. Um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, condenou as declarações de Abbas dizendo que elas eram provocativas.
As conversas de paz entre Abbas e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert foram interrompidas no ano passado após Israel anunciar planos de construir centenas de novas casas dentro e perto de Jerusalém Oriental, terra que ocupou na guerra de 1967.
Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de seu futuro Estado e temem que as construções dos assentamentos israelenses sejam uma tentativa de diluir sua presença na cidade.
Fim do cessar-fogo
O Jihad Islâmico (grupo extremista palestino) em Gaza disparou mais de uma dúzia de foguetes contra o sul de Israel ontem após forças secretas israelenses terem matado um de seus líderes em um ataque ocorrido anteontem na Cisjordânia.
Os ataques ocorridos entre a noite de quarta-feira e a manhã de ontem romperam a recente calmaria em Gaza e acentuaram a fragilidade dos esforços para direcionar os líderes do Hamas (organização extremista islâmica, que controla a faixa de Gaza) e Israel para uma trégua informal.