Política

Rotary tenta solução para estação

Marcelo de Souza com Marcelo Ferrazoli
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O Rotary Clube de Bauru se reuniu anteontem para começar a discutir a utilização da antiga estação ferroviária da Noroeste do Brasil (NOB) e da área de 16 alqueires que pertenciam à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). De acordo com o presidente do Rotary Centro, Francisco Tadeu Ferro, a intenção é mobilizar a sociedade e o poder público para ajudar na busca de soluções para o local - berço da cidade -, como a possibilidade de sua ocupação por um prédio público.

Na reunião realizada anteontem, da qual participaram o ex-prefeito Tidei de Lima e o arquiteto Jurandyr Bueno Filho, ficou decidido que o Rotary vai procurar o Sindicato dos Ferroviários para saber como está o processo de pagamento dos trabalhadores, já que a área em questão foi penhorada como garantia para os ferroviários, que ainda aguardam as indenizações.

De acordo com Ferro, algumas experiências de outras cidades foram buscadas para tentar viabilizar alguma coisa semelhante em Bauru. Ele destacou que em Curitiba, a Universidade Federal do Paraná requisitou o espaço e fez do local um ponto avançado do câmpus. Maringá teve uma experiência parecida, mas Ferro afirmou que não tinha detalhes da transferência. “O fato é que a prefeitura de Maringá se importou com a área e tomou ações políticas para que tivesse uma finalidade essa área”, disse.

Entre as possibilidades de ocupação para o prédio da antiga estação, foi discutida a hipótese receber a Câmara Municipal e o Fórum. “Me parece que eles receberam verbas para construir ao lado do Zoológico, mas porque construir as sedes de duas repartições importantes tão longe do Centro da cidade, então é uma sugestão interessante”, frisou.

De qualquer forma, Ferro ressaltou que o primeiro passo é realmente buscar o Sindicato dos Ferroviários para discutir opções para a reutilização do espaço. “O que adianta o sindicato ficar com um elefante branco, sem conseguir fazer dinheiro. A nossa idéia é resgatar o processo, ver como está e tentar fazer gestões para mudar a dívida para precatórios. Vamos conversar em busca de soluções menos complicadas”, destacou. A partir daí é buscar a prefeitura para encontrar soluções políticas.

Já para o ex-prefeito Tidei de Lima, apesar da atual situação do prédio - penhorado para garantir as indenizações aos ferroviários -, haveria possibilidade de um acordo com o sindicato. “Pode ser boa oportunidade. A União poderia pagar com precatórios, o que seria muito melhor para os trabalhadores. Deveremos fazer uma visita, na próxima semana, para saber se o sindicato tem disposição em abrir mão da estação em troca dos precatórios do governo federal para liqüidar a dívida. Vemos muita possibilidade de, uma forma ou outra, a estação readquirir seu espaço no patrimônio da União e, a partir daí, buscar outro destino para ela, que seria sua ocupação por um órgão público”, esclareceu.

O prédio da estação já chegou a ser cogitado para receber um shopping, através de um investimento inicialmente pretendido pelo Grupo Marka, e as instalações da Justiça Federal. No entanto, nenhum dos empreendimentos “decolou” e, até o momento, segundo apurou o JC, as negociações foram encerradas sem avançarem para a concretização dos dois negócios.

Sindicato

O diretor do Sindicato dos Ferroviários, José Carlos da Silva, informou que a situação do processo permanece inalterada. Segundo ele, alguns grupos têm procurado o sindicato, mas não há nada concreto, são apenas especulações. “Para nós seria interessante encontrar uma solução, já que não há nenhum interesse em permanecer com o local”, disse. De acordo com o diretor, o sindicato está aberto para conversar com quem se interessar em adquirir a área, para resolver a situação dos ferroviários.

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