Polícia

Motociclista tomba na Nações e morre embaixo de circular

Por Luciana La Fortezza | Com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Com apenas 23 anos, o repositor Willian Barbosa Ramos morreu ontem à tarde, na quadra 3 da avenida Nações Unidas, em Bauru, num acidente trágico. Ele tombou da motocicleta quando passou sobre uma placa instalada para sinalizar pintura de faixa na pista, escorregou para debaixo de um ônibus circular e teve a cabeça esmagada pela roda traseira do veículo.

Por conta do atropelamento, o sentido bairro-Centro da via permaneceu interditado por mais de uma hora. Mais de 200 curiosos pararam para acompanhar o trabalho da polícia, que registrou algumas informações a partir de um boletim de ocorrência que estava com a vítima. Por meio do documento, presume-se que ele acabara de sair do Instituto Médico Legal (IML).

Teria passado pelo órgão por conta de um tombamento também de moto ocorrido na noite do último dia 17. Ontem, ele pilotava uma Honda CG Titan 150, placa DYO 3428, de Bauru. Ao lado dela ficou o capacete, destruído por conta do peso do ônibus, que levava cerca de dez pessoas. Algumas delas nem teriam percebido o atropelamento. O motorista Emerson Batista de Oliveira, por sua vez, demorou a ser acalmado.

Dizia sentir muito pelo rapaz e pela família dele, embora não tivesse culpa. O acidente foi visto pelo policial militar Carlos Roberto Tenório da Silva, que seguia com uma viatura à frente do ônibus. O relato dele coincide com o do condutor do ônibus. O nome de ambos foi colhido pela polícia, assim como o de funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), responsáveis pela sinalização da via.

A medida foi determinada pelo delegado Cledson Luiz do Nascimento, que esteve no local, assim como a Polícia Científica, que fotografou a placa responsável pela queda do motociclista. Ao que tudo indica, ela estava na avenida após ter sido amassada por outro veículo. Por conta dela, o trabalho da Emdurb no local foi questionado por alguns dos curiosos presentes.

Mas, segundo informações obtidas junto à própria empresa, a pintura de faixa na rua durante o dia é um procedimento normal, mesmo numa via movimentada como a avenida Nações Unidas. Para evitar problemas, o trecho é sinalizado, inclusive com cones. O trabalho não levaria mais de uma hora, entre a sinalização, pintura, secagem da tinta e a recolha do material.

O caso foi registrado no plantão da Polícia Civil como homicídio culposo. O boletim de ocorrência também assinalou que, durante a remoção do corpo, funcionários do IML encontraram um invólucro contendo 0,5g de um pó branco dentro do bolso da calça de Willian. A substância aparentava ser cocaína, mas somente a análise da Perícia Técnica poderá confirmar a suspeita.

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Segundo filho morto em acidente

A mãe do repositor morto ontem, Marlene Batista Barbosa Ramos, passou mal ontem à tarde ao saber do acidente. Ela foi levada da quadra 3 da avenida Nações Unidas ao Pronto-Socorro Central. Willian não é o único filho que ela perdeu. Há aproximadamente cinco anos, o primogênito também morreu vítima de um acidente de moto.

Márcio Barbosa Ramos, na época com aproximadamente 19 anos, sofreu acidente na rodovia Marechal Rodon. Restou à mãe o filho caçula que, como o irmão, morava com a família no Núcleo Mary Dota. Além dela, tios do repositor também passaram mal quando estiveram no local do atropelamento. Um deles praticamente viu o acidente. Seguia atrás de Willian e o reconheceu após o ocorrido.

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