Lhasa - O governo chinês levou ontem um grupo de diplomatas de 17 países, incluído o Brasil, ao Tibete, para mostrar como está a capital, Lhasa, após os confrontos do último dia 14. Antes, um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros pôde visitar a cidade, onde monges budistas e jovens tibetanos organizaram uma revolta por autonomia regional.
A região se encontra isolada de visitantes estrangeiros, e a concessão é vista como resposta do regime comunista à pressão internacional para saber o que aconteceu no Tibete.
O diplomata brasileiro Osvaldo Biato Jr. faz parte do grupo. Mas, até a noite de ontem, ele não havia contactado o embaixador do Brasil em Pequim.
Lama acusa imprensa
O Dalai Lama acusou ontem a imprensa chinesa de mentir e de distorcer os fatos ao divulgar informações sobre os protestos ocorridos no Tibet. Segundo o líder espiritual tibetano, tal atitude poderia alimentar as tensões raciais entre os tibetanos e os chineses da etnia han.