Leitor, qual a primeira idéia ou associação que o título proposto acima sugere? Seria alguma piada de humor negro em relação às ações ignominiosas dos “roedores” públicos nos três países? Não! Confesso que não é o meu propósito. Permita-me explicar, portanto, através do breve texto nesse espaço democrático as possíveis relações entre os ratos e a política na China, nos Estados Unidos e em Bauru.
Conforme o Horóscopo Oriental (Japonês e Chinês), 2008 é o ano do Rato. Segundo astrólogos, o ano do rato é caracteristicamente um período com poucas guerras e conflitos, menos catástrofes e excelente para os negócios e investimentos a longo prazo. No campo das artes, a previsão é de que surjam novas obras-primas na literatura e no cinema. Na política brasileira, os astrólogos orientais prevêem um ano bastante agitado. Se em 2007, os políticos corruptos tiveram pelo menos seus nomes propagados aos quatro ventos, a tendência é que a situação fique pior. Pois, mal começamos o ‘ano do Rato’ e notícias vindas de Brasília já trazem novas denúncias de velhas práticas políticas nepotismo, clientelismo, fisiologismo, cartões corporativos e outras anomalias.
Como cientista político não é difícil e nem arriscado prever novas ondas de escândalos políticos nesse ano de 2008. Acredito que não teremos surpresas e novidades nesse sentido.
Mas, na busca de cumprir o objetivo traçado quanto à pergunta inicial desse texto, não podemos esquecer que 2008 é o ano também das Olimpíadas na China. Eleições para eleger o 44° presidente (a) nos Estados Unidos da América. Eleições municipais no Brasil, ou seja, teremos eleições em Bauru. À primeira vista são quatro fortes acontecimentos previstos para o ano do Rato.
Nas eleições presidenciais norte-americana quem será o (a) escolhido (a) para governar a superpotência mundial? Barack Obama ou Hillary Clinton (Democratas)? Jonh McCain é o nome forte dos Republicanos. Para o Brasil, no atual momento, seria melhor a vitória de um democrata ou de um republicano? O que pensam os leitores?
E na eleição para prefeito em Bauru? Caio Coube (PSDB)? Clemente Rezende (DEM)? Toninho Garmes (PTB)? Rodrigo Agostinho (PMDB)? Alex Gasparini (PMDB)? Carlos Braga (PP)? Roza Izzo (PDT)? Quem deve sair como vencedor dessa disputa política?
Segundo o astrólogo japonês Onmyuji Seto Shamon: “muitos políticos veteranos serão substituídos pelos mais novos, seguindo a onda de entusiasmo e prosperidade”. Torço e espero por isso em Bauru. Tanto que já me decidi, e essa escolha depende única e exclusivamente do PMDB.
Para finalizar, deixo duas reflexões ao leitor do JC no tocante à política para pensarmos ao longo desse ano do rato, de eleições municipais:
1) O candidato a prefeito deve possuir uma firme agenda política-orçamentária, a vontade férrea, a consciência da responsabilidade pública, idoneidade, um projeto político bem definido no que pode ser realizado a curto, médio e longo prazo;
2) escolhas são difíceis, nós sabemos. No entanto, mesmo em circunstâncias não muito propícias, em algum momento de nossa existência somos obrigados a enfrentar desafios e correr riscos. O momento é agora. Sejamos ousados. Apostemos na novidade. Mudanças no ano do Rato são necessárias e bem vindas!
O autor, José Renato Ferraz da Silveira, é doutorando em Ciência Política pela PUC-SP. Professor do Iesb-Preve e Colégio Fênix - e-mail: jreferraz@hotmail.com