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Promotor de acidente do vôo da TAM não vê atraso em inquérito policial

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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São Paulo - O promotor da Justiça Criminal do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, disse ontemque o inquérito referente ao acidente do vôo da TAM JJ-3054, com um Airbus A320, que matou 199 pessoas em julho de 2007, não está atrasado, mas sim “adiantado”. Ele negou que a TAM não esteja colaborando com as investigações. “Nós não estamos tendo dificuldades no acesso às informações”, afirmou.

Segundo ele, o principal empecilho tem vindo da lentidão no envio de documentos técnicos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

“Os congressistas tiveram acesso a alguns dados de voz em poucos dias, enquanto nós demoramos meses para receber os documentos”, declarou Sarrubbo, que ressalvou que, mesmo com atraso, os documentos solicitados estão sendo enviados. “O Cenipa alegou que alguns dados eram sigilosos. Mas bastava informar isso que nós manteríamos a condição de sigilo”, afirmou.

Sarrubbo participou ontem da 7.ª reunião de familiares das vítimas do Vôo Tam JJ-3054, realizada , no Hotel Quality Suítes Congonhas, em São Paulo. Sarrubbo não quis divulgar um prazo para a conclusão do inquérito e se este terminará com uma denúncia. “Celeridade não significa efetividade”, afirmou.

Pertences

Policiais do 27.º Distrito Policial (Campo Belo), em São Paulo, entregaram ontem os objetos pessoais das vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM aos seus familiares.

Ao todo, são 41 caixas com 1.828 envelopes plásticos contendo objetos encontrados no local do acidente. O acidente ocorreu em julho do ano passado e deixou 199 mortos.

Recuperados pela Global BMS -empresa com sede nos Estados Unidos contratada pela TAM para realizar os trabalhos de busca e recuperação-, os objetos foram catalogados e fotografados, e CDs com as imagens foram entregues às famílias para o reconhecimento das peças.

Os policiais irão até um hotel onde as famílias estão hospedadas para realizar a entrega.

Na tarde de ontem,, parentes das vítimas dos acidentes da TAM e da Gol, vôo 1907 (que matou 154 pessoas em setembro de 2006), realizam protestos nos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, no Salgado Filho, em Porto Alegre, e no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus.

Segundo a assessoria de imprensa da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054 (Afavitam), as manifestações são contra o descaso das autoridades, a falta de informações sobre as investigações dos dois acidentes aéreos, e a ausência de punidos.

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