Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Golpe não assimilado

Ninguém desta coluna ouviu, mas no meio político o comentário ontem à tarde era o de que o presidente do PMDB, Alex Gasparini, engrossou a voz contra o presidente estadual do partido, Orestes Quércia, no Vanguardão, da rádio Auri Verde. Quércia decidiu anteontem que se o PMDB tiver um candidato em Bauru este será Rodrigo Agostinho. Segundo relatos, já enviaram a fita gravada para São Paulo...

• Acomodações pessoais

Como é próprio, infelizmente, do processo político no País, boa parte das conversações em torno da definição por candidaturas, entre vários partidos, esbarra no individualismo, no tamanho do umbigo de alguns caciques, alguns nem tão caciques assim, mas que por deterem o “comando” da legenda usam e abusam das negociações para tentar acomodar interesses pessoais.

• No caminho do umbigo

Sem cerimônia - e não se pode condenar o direito que cada um tem de tentar defender a estratégia mais lhe convém - os comandantes provisórios do PDT encurtaram o diálogo com João Herrmann (para não dizer que o deixaram falando sozinho, com uma cartas em mãos) e foram em direção ao grupo de Izzo. Não é preciso muito esforço para ver que a preocupação nos partidos, salvo exceções, é como os interesses dos caciques serão contemplados.

• Aprendendo na matriz

O pré-candidato do DEM à prefeitura, José Clemente Rezende, deverá ir à Capital do Estado hoje para participar de seminário do partido. É o que informa uma nota da assessoria da legenda. Para “envenenar” o ambiente, não faltarão abordagens no imaginário político pensando que o pré-candidato, membro do governo, vai à Capital para “aprender um pouco”, afinal o DEM tem gente muito experiente em como chegar e ficar no poder.

• Teve de se ausentar

Perguntado sobre a não participação de Clemente Rezende no andamento da ação popular que trata do erro de cálculo na federalização do empréstimo do viaduto, o advogado Robson Fialho comentou que o atual presidente do DAE precisou naturalmente se ausentar da causa desde que enveredou para a vida pública, deixando a Câmara para ficar na autarquia por mais de um ano. Dizem que o projeto inicial era um ano de DAE, mas Clemente teria tomado gosto.

• Socializando as crises

A poucos meses do final do governo, integrantes do Legislativo não estão gostando nada da estratégia do prefeito Tuga Angerami de invocar a “ampla discussão com os vereadores” sempre que surge algum pepino pela frente. Os exemplos são fartos. O mais recente foi a revogação da lei das pensões a viúvas de políticos... Agora o tema é o viaduto.

• Time da mesa pequena

Mas se é comprovado que Tuga prefere se valer do “debate com o Legislativo” quando surge um obstáculo à frente, não é menos identificável que os vereadores também torcem no nariz, desde o início do ano, quando surge algum assunto mais espinhoso pela frente. Na discussão sobre ocupação de solo, por exemplo, tem gente cochichando que “isso é problemático” e gente conversando no cantinho com alguém: “vamos ver se dá para fazer”...

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