Marília - O juiz federal Renato Câmara Nigro, da 3ª Vara Federal de Marília (100 quilômetros de Bauru), condenou ontem um agente da Polícia Federal nas investigações da Operação Oeste, desencadeada no ano passado. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), esta é a quarta condenação relacionada à operação. Na ocasião, a PF prendeu suspeitos de integrar uma quadrilha que atuava na região oeste do Estado. Foram presos agentes da PF, um delegado da Polícia Civil e empresários, entre outras pessoas. O agente da PF condenado ontem está preso desde abril de 2007, quando houve a operação. No mesmo processo foram condenados também um técnico em telefonia e um empresário.
O agente da PF Celso Ferreira foi condenado a dez anos e oito meses de reclusão e multa pelos crimes de grampo telefônico clandestino, corrupção passiva e violação de sigilo funcional. Ele está preso desde o início da operação.
O técnico em telefonia Mohamed Nasser Abucarma foi condenado a três anos e seis meses de reclusão e multa pelo crime de interceptação telefônica clandestina, sendo a pena de prisão substituída por duas penas restritivas de direitos, consistentes na entrega de cinco cestas básicas (no valor de um salário mínimo cada) para uma entidade beneficiente e a prestação de serviços a uma entidade pública ou social durante todo o período da pena.
Já o empresário do ramo de distribuição de combustíveis Sidnei Vito Luisi foi condenado a dois anos e quatro meses de reclusão e multa pelo crime de corrupção ativa. A pena de prisão também foi substituída por duas restritivas de direitos, consistentes na entrega de quatro cestas básicas (cada uma no valor de um salário mínimo) a entidade social, além de prestação de serviços a entidade pública ou social, durante todo o tempo da pena.
Essa é a quarta condenação da Operação Oeste. O ex-delegado chefe da Polícia Federal em Marília, Washington da Cunha Menezes, já soma penas de oito anos e oito meses de prisão em dois processos diferentes, um pelo crime de peculato e outro, de concussão. Na primeira condenação do caso, o advogado João Simão Neto pegou dois anos de prisão em regime aberto pelo crime de coação no curso do processo.