• Esticar o perímetro
O vereador Arildo Lima Júnior (PP) discursou ontem, na Câmara, sobre os projetos lançados pelos próprios parlamentares envolvendo a ocupação do solo. Ele, por exemplo, é autor de um projeto de lei que pretende estender o perímetro urbano em relação à Fazenda Fortaleza, com a comercialização de 600 lotes, antes da discussão do Plano Diretor.
• Crítica pulverizada
Ao criticar as exigências da Secretaria de Planejamento (Seplan) para a aprovação dos projetos, Lima Júnior pendurou na genérica discussão sobre “desenvolvimento urbano” e “atração de investimentos. A frase de efeito foi longe: “Não podemos ficar com esse pensamento reacionário”, apontou, referindo-se às exigências ambientais, e emendou: “Daqui a pouco vamos ter de construir casas em cima de árvores, como o Tarzan”.
• Sem limites, não
Ligado à área ambiental, Rodrigo Agostinho (PMDB) discordou do colega. Segundo ele, é preciso que haja planejamento adequado para a cidade crescer de forma organizada. Afirmou ser contra o modelo adotado por Bauru nos últimos 30 anos, que pregava uma “Cidade sem limites” e que desmatou 93% da área de mata do município.
• Emprego pontual
Outra crítica de Agostinho é que a geração de empregos pela construção civil deve ser vista como um fator relevante, mas sem esquecer que é emprego temporário. Para o ex-secretário, a cidade precisar crescer, mas com regras e, de preferência, de forma equilibrada e não criando mais “fazendas” no perímetro urbano.
• De volta ao Palácio
O prefeito Tuga Angerami retornou ontem ao trabalho em seu gabinete do Palácio das Cerejeiras. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, por recomendação médica ele estava despachando com secretários e assessores em sua residência desde o último dia 14, após passar por uma cirurgia na próstata.
• Terror no trânsito
Ao falar que foi procurado por um motorista que reclamou da atuação -e autuação - dos azuizinhos da Emdurb, sábado passado, o vereador Primo Mangialardo (PV) disse que os agentes de trânsito surgem do nada para multar, assim como personagens dos filmes de terror, como Jason e o Brinquedo Assassino. Uma audiência pública tentará jogar luz nesta pendência.
• Reação no saguão
Toninho Garmes quase esticou desentendimento com uma cidadã ontem, no saguão da Câmara. O detalhe é que a intervenção de Lima Júnior é que pode ter “estimulado” reações indevidas. Uma mulher reclamou de valor a ser pago por laudo em imóvel. Garmes acabou sendo incitado a responder pelo caso que, evidente, não tinha nenhuma atuação sua. No meio do mal-entendido, o tom de voz se alastrou pelo saguão... mas acabou nisso.
• Sem as planilhas
A apresentação de dados sobre pagamentos de parcelas desde 2000 para a federalização da dívida municipal traz uma conseqüência que pode não ter sido observada. O pedido dos cálculos, feito na audiência no Tribunal Regional Federal, ao ser juntado nos autos vai revelar em quanto houve descumprimento na obrigação da própria prefeitura em depositar a parte controversa (23% das parcelas mensais) da federalização.