Caracas - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, baixou ontem o tom em suas declarações sobre o processo de nacionalização da siderúrgica Sidor. Ao anunciar que representantes de seu governo e da empresa, controlada pelo grupo argentino Techint e com participação minoritária da brasileira Usiminas, estavam reunidos para discutir a estatização, Chávez disse: “Sempre dissemos que queremos levar todas as decisões pelo melhor caminho, buscando um acordo, um consenso em que todos ganhem. Essa é a nossa idéia’’.
No domingo, o venezuelano tinha sido muito mais duro, colocando anteontem como a data final para que a siderúrgica aceitasse os termos impostos pelo governo. “Faço um apelo à Sidor. Não vamos pagar US$ 4 bilhões nem US$ 3 bilhões. E se não chegarmos a um acordo nas próximas horas, na terça eu assino um decreto de expropriação e mando ocupar a fábrica’’, disse ele na ocasião.
Chávez afirmou ontem que governo e empresa estão discutindo “a parte técnica, financeira e econômica e outros detalhes’’ para que o Estado reassuma o controle da siderúrgica, que foi privatizada em 1997 por US$ 1,2 bilhão.