Em referência ao artigo de 01.04.08, nesta coluna Opinião, da articulista Janira Fainer Bastos, permita-me “grifar” dois fatos relatados com os quais não concordo:
1. A Dra. Ruth Cardoso, ex-primeira-dama, ser acusada de fazer uso de cartão corporativo em prol de sua elegância é tão absurdo que dá vontade de rir. 2. Na época dela os valores morais e éticos eram diferentes e nas passeatas e salas de aula penso que ela, como alguns dos participantes, queriam uma democracia e não isso que está aí.
Bom, não sei o grau de afinidade e amizade que as envolve, mas contra fatos não existem argumentos. Os gastos são comprovados... Se a articulista teve vontade de rir, eu tenho vontade de chorar. D.Ruth gastou nosso dinheiro com roupas... Essa é a verdade...
Não existe certeza nas palavras da articulista, valendo lembrar, por exemplo, que o José Dirceu, o sr. Lula, eram alguns dos participantes (aulas ou passeatas) que tinham os “mesmos sonhos” e deu no que está dando...
FHC tirou dos cofres públicos R$ 10 bilhões de reais e deu para o Banco Nacional, que tinha participação de sua filha... e não vi a dra. Ruth fazer uso de seus valores morais éticos sobre este absurdo prejuízo...
FHC tirou dos cofres públicos R$ 9 bilhões e deu para o Banco Econômico, do sr. Ângelo Calmon de Sá, que era e ainda é o maior contribuinte pessoa física do Nordeste... Como primeira-dama... será que ela não se deixou ouvir? De gente bem “intencionada” o inferno está cheio... Não serão os novos valores éticos da dra. Ruth. FHC tinha como procurador da República o sr. Geraldo Brindeiro, mais conhecido, como engavetador mor. Muito pouco foi apurado dos desmandos de FHC e não vi a dra. Ruth fazer uso de seus valores morais e éticos para impedi-lo...
O fato de discordar de sua opinião e, embora não a conhecendo pessoalmente, sei da honestidade da articulista , da cidadã exemplar, louvando os 2/3 de sua vida em prol de uma carreira vitoriosa. Continue fazendo valer seus valores éticos que, sei, são sólidos. E quanto ao resto de sua carta, perfeita!
O autor, Gilberto Portugal Rodrigues Filho, é leitor e colaborador de Opinião