Bairros

Veterinária defende que leishmaniose tem cura

Wagner Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Ao contrário do preconizado pelas autoridades de saúde, a leishmaniose não é uma doença fatal e pode ser curada se o protocolo veterinário estabelecido for cumprido. A afirmação é da médica veterinária Ana Tarsila Fernandes Fassoni, que é contra o sacrifício de animais que apresentam esse tipo de doença.

“Todos têm direito a vida, é como uma pessoa com câncer ou aids. Não dá para sair sacrificando todo mundo, todo animal doente precisa passar por tratamento e não ser condenado ao sacrifício”, defende Fassoni.

A veterinária conta que já conseguiu curar diversos animais que contraíram leishmaniose e foram levados para tratamento ao invés de serem entregues para o sacrifício. “Já vi muitas pessoas sem condições, que fazem empréstimos bancários para bancar o tratamento do animal. Isso vai do comprometimento e do carinho que se tem com animal”, sustenta.

De acordo com a médica veterinária, a leishmaniose é uma doença que faz vítimas em todos os lugares do mundo, mas no caso da Europa existem medicamentos liberados para tratamento dos animais que no Brasil não são permitidos.

“No Brasil não temos esse medicamento específico, mas existem outros que garantem uma grande eficácia e um alto índice de cura”, garante Fassoni.

Ela lembra que, para evitar a doença no animais, os proprietários devem ter cuidados com a higiene e alimentação. A vacinação que impede a contaminação do cachorro pela doença também é outra opção. “Cada vacina custa em média R$ 250,00, o preço é meio salgado, mas é garantia de saúde para o animal”, explica.

A veterinária conta que, ao contrário dos que as pessoas acreditam, os cães não são os principais responsáveis pela aumento da doença. De acordo com Fassoni, pesquisas divulgadas nos últimos meses mostram que da cada 100 mosquitos palha contaminados com a doença, apenas oito tinham picado um animal e a grande maioria um ser humano ou algum tipo de ave.

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Sacrificados

Todos os dias, cerca de 20 cães são sacrificados no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Mais da metade dos animais que passam pelo procedimento no CCZ tiveram o resultado positivo para a doença e foram recolhidos nas casas de seus proprietários. Os outros, foram deixados na unidade por seus antigos donos.

Lígia Ligabue

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