Tribuna do Leitor

Não à ampliação da área urbana


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Beleza de artigo, no JC, de Janira Fainer Bastos (28/4/08 - “Esticando a área urbana”). É o que eu penso, porém, não tenho a cultura e a competência desta professora para escrevê-lo. Gosto também das opiniões de alguns outros professores, que saem de seus “mundinhos de especialidades” e abordam assuntos que nos preocupam, relacionados à biodiversidade, política, fatos cotidianos e meio ambiente. É esta interação que se espera dos docentes de universidades públicas.

Aumentar a área urbana de Bauru, pensando apenas no lado financeiro, na construção de residenciais e condomínios (geralmente luxuosos), é condenar a cidade, futuramente, ao caos social e urbano. Nosso trânsito já está ficando caótico, o número de carros beira à insanidade total, o sistema de saúde encontra-se falido, ainda temos parte do esgoto jogado nos rios, a periferia, a pobreza e a violência estão aumentando, e a água, bem precioso, vai faltar.

Marcelo Borges e Arildo Lima Jr., mentores da proposta de ampliação do perímetro urbano, são imediatistas, querem reduplicar nesta cidade os enganosos “valores economicistas” do governo federal. Vamos esticar a cidade e aumentar a degradação ambiental e o descarte de lixo? Quem quer isso, fora os “investidores” e os míopes ambientais? Reacionário é o vereador sr. Arildo, não os ambientalistas, nem Rodrigo Agostinho e M. Helena Regitano, que, felizmente, lutam pela comunidade e pela preservação dos nossos bens naturais, e Seplan, certíssima em exigir planejamento para a aprovação de projetos “pseudo desenvolvimentistas”.

Se bem que o que mais vemos por aí são absurdos: indenização por perseguição política para um artista bem-sucedido como Ziraldo, por exemplo, de um milhão!! (sobre isso, parabéns ao articulista Bruno Perón Loureiro - JC, 9/04/08 -, que critica as mamaduras nas indenizações políticas - é o povo quem paga!) Na rua Benjamim Constant há um famoso bar, que é bar mesmo, mas que não fecha às 23h porque é tido como restaurante, para desespero dos vizinhos. Da operação Pasárgada, em que foram presos - pela PF - advogados, juiz, servidores e 16 prefeitos, acusados de um rombo nos cofres públicos de 200 milhões, procurem hoje na cadeia para ver se acham um deles por lá. E as discrepâncias salariais, auditores da Receita Federal fazem greve por 18 mil reais de salário, êta marajás!!

E um aviso a Rodrigo Agostinho: por reconhecer seu valor, se sair para prefeito não votaremos em você, por favor, não caia nas redes do grande circo brasileiro.

Rosyete Suely da Rocha - RG 8.707.947-1

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