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Em lançamento do PAC, presidente Lula diz que nordestinos devem parar de andar de cabeça baixa

Folhapress
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Teresina - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Teresina (PI), que está cansado de ver nordestino ser tratado apenas como pedreiro. Para o presidente, os nordestinos devem aproveitar os investimentos do governo em educação para que possam ser engenheiros ou médicos e disputar “as melhores” vagas do país.

Durante seu discurso de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Piauí, o presidente pediu que as empresas que forem trabalhar nas obras contratem mão-de-obra local.

“É por isso que estamos fazendo investimento em escolas técnicas, no ensino fundamental, parceria com prefeitos para fazer creche e investindo em universidades: porque eu estou cansado de ver nordestino ser tratado apenas como pedreiro. Eu quero nordestino como engenheiro, como médico, disputando as melhores vagas deste país’’, afirmou Lula.

Natural de Garanhuns (PE), o presidente se colocou como nordestino e disse que todos os que nascem em Estados do Nordeste devem parar de andar de cabeça baixa. “Nós não queremos nada de ninguém. Nós queremos apenas ser tratados em igualdade de condições, com respeito, porque nós gostamos de respeitar e queremos ser respeitados também”.

Segundo Lula, o Nordeste é a parte do Brasil que mais cresce e, por isso, o consumo também está aumentando. “É por isso que alguns são contra o Bolsa Família dizendo que é esmola. É esmola pra quem pode dar R$ 100 de gorjeta no uísque que toma. Mas para uma dona de casa comprar feijão e fubá para o seu filho é quase uma coisa sagrada’’, afirmou.

Grau de investimento

O presidente também comemorou o fato de o Brasil ter sido elevado por uma das principais agências de risco à classificação para grau de investimento - a melhor para o país receber investimentos estrangeiros.

Segundo Lula, governar o país é como administrar a “casa da gente: a gente só faz aquilo que pode”.

“A gente foi aprendendo que governar um país deste tamanho é como governar a casa da gente: a gente só gasta aquilo que a gente pode. E quando puder fazer uma reservazinha, a gente faz. E agora o Brasil está sendo olhado pelo mundo como um país de confiança”, afirmou.

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