Fatos recentes nos levam a uma indagação que de tempos em tempos vem à tona. Como seres humanos são capazes de cometerem crimes, provocar ações que arruínam a vida de muitas pessoas, e que em diversas situações são aquelas que nos rodeiam?
A partir do caso Isabella Nardoni, garota de 5 anos que foi jogada do sexto andar pela janela, num ato frio e desumano, devemos questionar até que ponto podemos suportar a maldade. Maldade cometida por pessoas que não possuem amor pelos demais, não têm compromisso nenhum com a sociedade. Diversas vezes sem explicação racional para tal feito. Notamos uma sociedade doentia, formadora de agentes malévolos que exercem a violência, o abandono, a indiferença e o egoísmo.
É necessário uma releitura de nossas convicções. Perceber que não foi só Isabella jogada pela janela, mas junto foi o amor, o respeito, a ética, a consideração, a bondade. Não só João Hélio foi arrastado por sete quilômetros, mas nossas perspectivas de mudança, de cooperação, de afeto também foram e estão sendo arrastadas e dissipadas. Precisamos decepar esta tendência maléfica que tem se mostrado viril diante dos nossos olhos. É preciso uma análise profunda das raízes do mal. Algumas vindas de revoltas, desilusões, falta de estrutura familiar, e outras vindas de alguma falha psicológica.
Se torna necessário, portanto, uma conscientização no pólo das autoridades e no nosso como formadores de futuros cidadãos e diligentes na sociedade para agir contra essa anomalia. Percebemos que a maldade fere o direito dos indivíduos de usufruírem da vida, e quando não perdida, se torna limitada. Vamos, então, que não é mais possível suportar tais atos de extermínio.
É imperativo, como se nota, uma modificação de nossa situação passiva, exigindo a solução dos casos, punição dos executadores e a prudência de órgãos responsáveis pela nossa segurança. E juntos cooperarmos com ações preventivas para podermos num futuro próximo evidenciar mudanças.
Paula Sanches dos Santos - estudante