Segundo Lavoisier, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Dessa teoria, explicamos por que a maldade existe. Surge de várias reações físicas e químicas, e se movimente como sangue. Pode ter papel de sustentação, condução, além de alimentação. Ela sobrevive e evolui tanto quanto o ser humano.
Constitui a pré-história; responsável pela vida dos primatas. Esse “cruel” sentimento não possui razão. Através dele, o ambiente selecionou os mais aptos, originando novas espécies - lei do mais forte. O progresso não foi introduzido pela malícia. Contudo desde então, a vida de alguns depende da destruição de outros.
Naturalmente, o homem herda a maldade. No Império Romano, Julio César foi morto por Bruto, seu filho. Ato cruel sintetizado pela enzima daquela. Na guerra dos Cem Anos, Joana D’Arc foi assassinada - acusada de bruxaria. Seu único objetivo era lutar pelo seu país; condenada. O que motivou essas atitudes, qual foi o estímulo de Judas?
O segredo desse demônio é a inocência. O mal habita a escuridão de um poço sem fundo. Todavia, não foi esse o percurso escolhido por este. Interessante efeito notável: a maldade não modifica ninguém, utilizam-na para denominar ações condenáveis ao “julgamento divino”, ou seja, ela é transmutada por todos. O que para alguns seria maléfico, para outros é benéfico, válvula de escape para a crueldade - ultimamente assim classificada.
Sustentar a evolução, conduzir o progresso, alimentar a humanidade. Estes foram seus efeitos mais sublimes. Se hoje afirmamos melhorar, estas originaram-se das cinzas da maldição. A perversidade está distribuída pelas galáxias. Até a mãe natureza age contrária ao canto dos pássaros. Intencionalmente?
Proposital ou não, a maldade existe e, como genótipo, mostra-se específica em cada ser. Pioneira da existência, sua linha do tempo é paralela à trajetória da bondade. Ambas se encontram no infinito, e quando este chegar será o fim. Amadurecidos pelos ensinamentos desses caminhos, aprendemos e ensinamos através da dissimulação. Destruindo para transformar - evoluimos!
Aline Couto Carneiro