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Matéria lidera as buscas por reforço

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Os irmãos Matheus, 13 anos, Victor, 10 anos, e Giovanna, 8 anos, têm mais em comum do que o sobrenome. Eles freqüentam aulas de reforço para melhorar o desempenho em matemática.

Matheus Santos Reksodihardjo está no 8.º ano do ensino fundamental. Ele conta que antes do reforço escolar tinha dificuldade em resolver as questões. “Eu demorava muito para fazer as tarefas. Eu tinha um pouco de dificuldade. Eu gostava de matemática, mas estava ficando cada vez mais difícil”, relata ele.

Victor, da mesma forma, era muito lento na resolução dos problemas propostos em sala de aula. Ele está no 6.º ano. A irmã Giovanna ainda está na fase em que todos os alunos gostam de matemática. Ela está no 4.º ano e, assim como a maioria nessa fase escolar, também gosta de mexer com números. Mesmo assim, acompanha os irmãos mais velhos nas aulas de reforço. Resultado: ela está mais adiantada do que o restante da sala, na escola regular. “Giovanna já faz lições do 6.º ano”, diz a orientadora Maina Helena Moço, 26 anos, da escola Kumon, que dá aulas de reforço não só de matemática, mas também de português, inglês e japonês.

Por meio de um método de estudo individualizado, a escola estimula os alunos a aprenderem por si só. Segundo Maina, o contato com os alunos deixa claro que a escola regular, principalmente a pública, carece de uma base mais sólida no ensino da matemática. De acordo com ela, uma das principais dificuldades dos alunos é entender o que se pede nas questões, ou seja, eles não sabem interpretar as perguntas.

“Por esse motivo, nós trabalhamos bastante a leitura e a interpretação de texto, para que os alunos passem a entender o enunciado da questão”, diz ela. Dos alunos que procuram o Kumon, 60% têm dificuldades com matemática, 40% com português e 10% com inglês.

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