Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• A bola da vez

Depois da acomodação da chapa de Caio Coube (PSDB) para a eleição deste ano, a bola da vez nesta semana gira entre a chapa de Rodrigo Agostinho (PMDB), de Toninho Garmes (PTB), o PT, o PR e o PV. É momento de definições neste grupo importante de partidos. Todos conversam entre todos neste campo e o que ontem estava mais próximo de se concretizar era uma coligação com PMDB, PSB, PCdoB, PT e PR.

• PMDB, PTB, PT

Porém, o PTB de Garmes também conversa animadamente com o PMDB de Rodrigo Agostinho. Deste diálogo pode brotar uma composição ou não, dependendo um pouco, mas não muito, do que o PT decidir em relação à Frente Democrática. Apenas uma coisa ficou certa ontem: o PR, de Fernando Monti, vai aonde o PT, de Estela e Batata, for. Leia mais na página 3. O PV, por sua vez, ainda quebra a cabeça entre lançar candidato próprio ou se juntar a alguém oferecendo o vice.

• Amplo demais

A presença da OAB no acompanhamento de demandas de amplo interesse local e na discussão de polêmicas que podem nortear o futuro da cidade em diferentes temas não só é relevante, como fundamental. Mas é preciso que representantes da subseção local não percam de vista a posição institucional a ser ocupada em relação ao espaço e o ponto das demandas. Instigar eventuais rusgas com o governo na greve de agentes de endemias, como ocorreu na Justiça do Trabalho, anteontem, ficou estranho.

• Tombamentos

A discussão em torno do aperfeiçoamento da legislação sobre tombamento no Município pode estar caminhando por uma trilha produtiva. No encontro de ontem no Legislativo, da Comissão de Cultura, Esportes e Lazer, o tema derivou da plataforma inicial em se indenizar particulares com o dinheiro público por tombamentos para a necessária fixação de critérios para definir o que deve ser tombado. E de que eventuais benefícios sejam discutidos no campo de incentivos fiscais e não da indenização paga pelo contribuinte através do Poder Público.

• Critérios expostos

Ficou claro na reunião de ontem que a atual lei não cumpre o papel de apontar o que deve ser tombado e por qual razão. João Parreira, que levantou a discussão através de projeto de lei que discutia o fim da multa para quem não preserva os prédios tombados, acabou provocando o início do debate pelo levantamento de pontos ainda em aberto. Aplicar aqui a mesma regra de preservação dos prédios em Ouro Preto (MG) se apresenta como algo distante.

• Gerente do comitê

O prefeito de Lençóis Paulista, José Antonio Marise (PSDB), gerencia um segmento ainda pouco explorado de agentes políticos na região, ao presidir o Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê Jacaré, para onde são encaminhadas verbas para investimentos em projetos de saneamento e outras áreas ligadas ao meio ambiente.

• Recursos do Fehidro

O que pouco se discute neste ramo, sem qualquer pré-julgamento sobre o conteúdo dos projetos, é para quem, por quem e com quem ficam os recursos deste ramo. Nesta quinta-feira, às 9 horas, o comitê decidirá se aprovará ou não recursos do fundo estadual (Fehidro) para diferentes organismos e cidades da bacia.

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