Esportes

GRSA ‘cochila’ e encerra participação na Supercopa com derrota para Araraquara

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 4 min

Terminou com derrota a participação do GRSA/Bauru na Supercopa de Basquete. Talvez empolgada com os 20 pontos de vantagem obtidos no último jogo contra o Araraquara/Lupo (82 a 62), a equipe meio que “cochilou”: ontem à noite, no ginásio da Associação Luso Brasileira, acabou vendo seu adversário de anteontem atuar melhor e vencer o jogo por 88 a 80.

Com as mãos “calibradas”, Henrique acertou diversos arremessos além da “linha de três” e acabou a partida como cestinha do time de Araraquara, com 24 pontos marcados. Outro que brilhou foi Luisinho, responsável por 18 dos 88 tentos conquistados pela equipe da Lupo. Do lado do GRSA, destaque para as atuações dos alas Gaúcho, cestinha do jogo com 28 pontos, e Alex, que marcou 21.

A equipe bauruense entrou no jogo mais “ligada” e conseguiu abrir uma pequena vantagem sobre o Araraquara/Lupo. Bem colocados na defesa, os atletas do GRSA não davam chances para que os adversários penetrassem no garrafão. O time da casa conseguiu sair da primeira etapa com dois pontos a mais que a equipe rival (16 a 14).

No segundo quarto, o GRSA cochilou, ao passo que o Lupo resolveu acordar. Como não conseguiam entrar no garrafão bauruense, os atletas de Araraquara começaram a arriscar com arremessos de longa distância.

Para azar dos bauruenses, os jogadores do Lupo estavam numa noite inspirada: foram bem sucedidos em 12 das 17 tentativas de marcar “de três”. Henrique obteve êxito em seis das oito vezes em que tentou marcar chutando de longe. Logo o Araraquara conseguiu virar o jogo e abrir vantagem. No final do segundo quarto, a equipe acumulava 16 pontos a mais que o GRSA.

Para sorte dos bauruenses, Henrique acabou se cansando e passou grande parte da terceira etapa no banco. Ainda assim, o GRSA não era capaz de reverter a situação em seu favor. Para piorar, Luisinho, do Araraquara, resolveu mostrar serviço e praticamente destroçou a defesa do time de Bauru.

O ala Daniel era um dos únicos no GRSA que demonstrava estar ligado no jogo. Das mãos dele saíam os principais lances de ataque da equipe. Ainda assim, o time de Bauru teve de amargar uma diferença no placar de mais de dez pontos em favor do Lupo durante grande parte da terceira etapa.

Nos primeiros minutos do último termo, o massacre permaneceu, até que o treinador bauruense resolveu apelar para a parada técnica. Era momento dele pedir garra para seus jogadores. Marco Aurélio Pegolo, o Chuí, técnico do Araraquara, aproveitou a paralisação para recomendar a seus atletas que fizessem uma espécie “operação abafa” contra o GRSA.

Tão logo a partida foi reiniciada, com posse de bola em favor do GRSA, os jogadores de Araraquara partiram para cima dos bauruenses, na tentativa de roubar a pelota ainda no campo de ataque. Mas o tiro acabou saindo pela culatra.

Com os atletas concentrados no campo de ataque, o Lupo viu sua defesa se tornar vulnerável às investidas dos bauruenses. Em pouco tempo, a diferença entre as duas equipes no placar havia caído para apenas seis pontos (86 a 80, faltando 48 segundos para o final), graças, sobretudo à raça do ala Alex, que não desistia de um lance sequer.

Mas já era tarde. O GRSA bobeou em um ataque, a menos de 30 segundos do final do jogo, e permitiu que o Araraquara aproveitasse a sobra para dar seu golpe de misericórdia. “Essa derrota serve para mostrar que não podemos nos iludir pelo resultado de um jogo como o de ontem (sexta-feira), quando obtivemos 20 pontos de vantagem sobre o Araraquara. Nos basquete, as coisas mudam muito rapidamente. Cada partida é uma história diferente”, frisou Guerrinha, depois do jogo.

Satisfeito com a sétima colocação obtida pela equipe na Supercopa (a competição reunia oito equipes, ao todo), ele começará, a partir de amanhã, o trabalho de preparação o Campeonato Paulista de Basquete, cujo início está previsto para o próximo semestre.

Hoje, a diretoria do time irá se reunir com a comissão técnica para definir quais atletas poderão ser aproveitados no torneio estadual e quais deverão ser dispensados. Na avaliação de Guerrinha, pelo menos três jogadores poderão deixar o time (ele evita adiantar nomes). Além disso, ele espera poder anunciar, em breve, a contratação de reforços para a disputa do Paulista: um ala, um armador e um pivô.

Opinião do torcedor

O GRSA tem chances de fazer bonito no Campeonato Paulista?

“Esse time tem uma boa base. Com mais dois jogadores de qualidade, é possível montar uma equipe competitiva.” Wagner Jacob, 46 anos, gerente de vendas

“O time precisa melhorar e procurar ser um pouco mais regular.” Youhanna Tadeu Ferraz, 33 anos, técnico de futsal

“Se vierem mais uns três caras de qualidade, acho que dá para o time chegar aos playoffs.” Lucas Matheus Versotti, 13 anos, estudante

“Acho que na disputa do Paulista a equipe estará mais forte e competitiva.” Carlos Henrique Carbonari, 43 anos, autônomo

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