Além da razão
Depois que comentamos neste espaço o exagero do governo municipal em decidir, muito cedo, pelo aperto em excesso da torneira - onde o justificável controle dos gastos não pode virar paranóia de gestão -, vieram informações que corroboram com a advertência contra o extremo. Consertos simples e trocas de peças em equipamentos já estariam sendo desautorizados, ou preteridos, em nome do “controle fiscal”.
Pelas conseqüências
O governo tem a obrigação de garantir a manutenção mínima da máquina, até porque o orçamento prevê recursos para esta finalidade, e não perder de vista o processo de continuidade que deve persistir até 31 de dezembro. Informações de bastidores dão conta de que em algumas pastas as chamadas despesas pequenas estariam sendo limitadas a valores que não dão conta de ações mínimas. Afinal, com R$ 500,00, R$ 1.000,00 não dá para repor peça e comprar produtos.
Faltou dar as mãos
A fraternidade da Frente Democrática que uniu PMDB, PT, PC do B, PSB e PR, com o aval à dobradinha Rodrigo Agostinho-Estela Almagro, foi sintetizada, ontem, de certa forma, pela sugestão do socialista Antonio Pedroso Júnior de puxar o coro para que todos cantassem o Hino Nacional, para marcar o fim do evento de ontem. E lá estava Pedroso, tentando empostar voz firme, entoando as “margens plácidas” e “um povo heróico” ao lado de Darcy Rodrigues...
O nome da unidade
Depois de ter aberto mão de participar da chapa majoritária para garantir a unidade e manutenção sobretudo de PT e PR na Frente Democrática, Majô Jandreice (PC do B) foi convencida a disputar mais uma reeleição à Câmara de Vereadores. Ela entrou na discussão do processo eleitoral deste ano sem a pretensão de disputar o Legislativo e, comenta-se, era preferida para ser vice de Rodrigo.
Núcleo da célula
Na avaliação do médico e presidente municipal do PR, Fernando Monti, Rodrigo Agostinho participa do governo atual, mas se diferencia dos colegas que compõem a chapa dos tucanos, juntos com Clemente Rezende (DEM). Em sua visão, na aliança dos tucanos ficaram os participantes do núcleo do atual governo, enquanto que Rodrigo foi leal, mas manteve outra postura. Por isso, em sua avaliação, há diferenças.
Metástase política
A questão é que se existem perfis diferentes entre os tuguistas da chapa tucana e os da Frente Democrática, a realidade é que ambos os grupos vão ter de conviver com as críticas próprias do caminho trilhado e da sucessão. Clemente, Gasparini Júnior e Paulo Canalli estão com Caio Coube pelo DEM. Rodrigo Agostinho, Alex Gasparini e Renato Purini estão na Frente com o peemedebista. São do gênero... “sou governo” e querem por lá ficar.
Racha em família
O que se pode dizer é que ambos os grupos terão que ponderar sobre o fato de estarem ligados ao governo municipal, prato que poderá ser experimentado por outros adversários. E para simbolizar que integrantes do atual governo se dividiram entre Caio e Rodrigo, basta lembrar o racha na família Gasparini, com Alex junto com a Frente e Júnior, presidente da Cohab, confirmando sua ida para o DEM.